10 fevereiro 2026

Perícia da Polícia Civil do Acre corrige identidade de paciente falecido após exame técnico

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Trabalho técnico-científico garantiu a correta identificação do paciente e a retificação dos registros oficiais. Foto: cedida

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) e do Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo (IIRHM), com apoio da Força Nacional de Segurança Pública, realizou a correção da identidade civil de um paciente falecido, após a conclusão de um exame necropapiloscópico. O trabalho técnico garantiu a retificação dos registros oficiais e evitou possíveis repercussões legais indevidas ao verdadeiro titular do documento apresentado.

O caso teve início em 13 de janeiro, quando um paciente foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), em Rio Branco, após transferência do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). No momento da admissão, ele se identificou como Jefferson Alves da Silva, apresentando documento emitido no estado de Goiás. Após evoluir a óbito, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do Acre ainda vinculado à identidade inicialmente informada.

Diante de inconsistências nos dados cadastrais e da ausência de confirmação imediata por familiares, o caso foi submetido à verificação técnico-científica de identidade. O Instituto de Identificação da PCAC solicitou apoio especializado à Perícia Papiloscópica da Força Nacional, possibilitando a atuação conjunta das equipes.

Durante os procedimentos, foram coletadas as impressões digitais dos dez dedos do cadáver, com registro em planilha necropapiloscópica. O material foi analisado no sistema biométrico ABIS estadual, além de submetido a confronto técnico direto e à comparação com prontuários civis de identificação do estado de Goiás.

O laudo técnico concluiu que as impressões digitais do cadáver coincidem com as de Donisete Aparecido Alves de Miranda Júnior e divergem das de Jefferson Alves da Silva, comprovando que o paciente utilizava, de forma indevida, a identidade do próprio primo. A identificação correta foi estabelecida como Donisete Aparecido Alves de Miranda Júnior, nascido em 10 de agosto de 1989, natural de Luziânia (GO), filho de Donisete Aparecido Alves de Miranda e Arceneide Alves da Silva.

Segundo o diretor do Instituto de Identificação da PCAC, Júnior César da Silva, o trabalho reforça a importância da perícia papiloscópica para a segurança jurídica. “A correta identificação civil, inclusive em casos pós-morte, é fundamental para evitar prejuízos a terceiros e garantir a confiabilidade dos registros oficiais. Esse resultado demonstra a força da integração entre a Polícia Civil e a Força Nacional”, destacou.

Com a conclusão do laudo, todos os registros oficiais, incluindo a Declaração de Óbito e os cadastros administrativos, foram devidamente retificados.

Fonte:PCAC

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