10 fevereiro 2026

Polícia não localiza donos de academia em SP onde professora morreu em piscina

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Os donos da academia C4 Gym, no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo, ainda não prestaram depoimento à Polícia Civil no inquérito que apura a morte da professora de natação Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos. Segundo a polícia, os proprietários são apontados como responsáveis por orientar o funcionário que manipulava os produtos químicos da piscina.

“A principal linha investigativa, que já vem sendo corroborada pelos depoimentos, é que os produtos químicos eram misturados em um balde e deixados próximos à piscina”, afirmou o delegado assistente Rodrigo Rezende, do 42º Distrito Policial, em entrevista à repórter Clara Andrade, do portal LeoDias.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Polícia não localiza donos de academia em SP onde professora morreu na piscinaPortal LeoDias Severino Silva, manobrista responsável pela manutenção da piscina da academia C4 GymFoto: Reprodução Produtos utilizados na piscina da academia C4 GymFoto: Reprodução Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução Produtos utilizados na piscina da academia C4 GymFoto: Reprodução Veja o momento em que mulher sai da piscina passando mal horas antes de morrer por intoxicaçãoFoto: Reprodução Criança entrou na piscina e se afogouFoto: Renata Bertoni

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De acordo com a investigação, o funcionário encarregado da manutenção da piscina era um manobrista, sem licença ou capacitação técnica. “Ele não exercia essa função. Em tese, era motorista e responsável pelo estacionamento e, mesmo assim, foi incumbido da administração dos produtos químicos”, disse o delegado.

Em depoimento, o funcionário afirmou que seguia ordens de um superior. “O relato inicial dele é no sentido de que havia uma pessoa acima na hierarquia do estabelecimento que indicava as formas e as quantidades que esses produtos deveriam ser ministrados”, explicou Rezende. Segundo o delegado, essa pessoa ainda não compareceu à delegacia. “Infelizmente, ela ainda não apresentou a sua versão dos fatos.”

A polícia apura se a mistura dos produtos, em ambiente fechado e com pouca ventilação, provocou a liberação de gases tóxicos. “Muito provavelmente, a produção de gases oriundos dessa mistura foi o que causou a intoxicação dessas pessoas”, afirmou o delegado, ressaltando que os laudos periciais ainda são aguardados.

Sobre os responsáveis pela academia, Rezende afirmou que a colaboração, até o momento, é inexistente. “Não posso afirmar que os donos estão colaborando. Havia uma expectativa de que comparecessem ontem e hoje, o que não aconteceu”, disse. Segundo ele, a polícia já avalia medidas jurídicas. “Estamos analisando eventuais providências para tentar sanar essa situação.”

O delegado ressaltou que outras pessoas podem ser responsabilizadas. “Não só o funcionário, mas qualquer pessoa relacionada à administração da academia que tenha contribuído para a produção do resultado pode responder”, afirmou.

O manobrista já se apresentou à polícia, acompanhado de advogada, e alegou que apenas cumpria ordens. “Ele se coloca como um funcionário que estava cumprindo determinações superiores”, disse Rezende, ponderando que a versão ainda será checada ao longo da investigação.

A academia foi interditada preventivamente pela Prefeitura de São Paulo, que também iniciou processo de cassação da licença de funcionamento. Os exames periciais e o laudo necroscópico devem esclarecer a causa da morte da professora e o tipo de substância envolvida.

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