
A Polícia Federal encerrou 2025 com um saldo considerado histórico no combate ao crime organizado: R$ 9,5 bilhões em bens apreendidos. O balanço foi apresentado nesta terça-feira (10) pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, que classificou o resultado como recorde.
Segundo ele, o valor representa recursos e patrimônios retirados diretamente das organizações criminosas, incluindo dinheiro em espécie, imóveis, aeronaves e veículos. A quantia ainda pode aumentar com a consolidação de novos dados.
De acordo com Rodrigues, nos últimos anos o total anual apreendido pela PF variava entre R$ 1 bilhão e R$ 6 bilhões. “Isso é dinheiro encontrado e retirado do crime organizado. Estamos em uma crescente, em um grande esforço de enfrentamento. Para tirar poder do crime organizado, é preciso atingir o poder econômico”, afirmou.
O diretor também destacou a importância da integração entre forças de segurança, defendendo o modelo de cooperação como estratégia fundamental no combate às organizações criminosas. Ele citou como exemplo o avanço de investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, atribuindo o progresso à troca de informações entre a PF e o Banco Central.
Outro dado apresentado foi o desempenho das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos). Em 2025, foram realizadas 253 operações nesse modelo, com mais de R$ 169 milhões em apreensões.
Andrei Rodrigues avaliou o ano como desafiador para a instituição. Ao longo de 2025, a Polícia Federal realizou mais de 4 mil operações em todo o país e instaurou mais de 44 mil inquéritos policiais.






