11 fevereiro 2026

PF apreende R$ 429 mil após mala com dinheiro ser arremessada de prédio em nova fase da Operação Barco de Papel

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
PF faz nova fase da Operação Barco de Papel — Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga possíveis crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos da RioPrevidência, fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um apartamento no 30º andar de um edifício em Balneário Camboriú (SC), um dos ocupantes do imóvel teria arremessado pela janela uma mala contendo grande quantidade de dinheiro em espécie. Segundo a PF, foram recolhidos R$ 429 mil espalhados no chão após a queda.

Além do montante em dinheiro, os agentes apreenderam dois veículos de luxo e dois aparelhos celulares. Nesta etapa da operação, estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. As ordens foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.

Na semana passada, o ex-presidente da RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso em Itatiaia (RJ), após retornar dos Estados Unidos. A prisão foi realizada por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Ele é investigado por suspeita de tentar atrapalhar as investigações e esconder provas.

A nova fase da operação tem como objetivo localizar e recuperar bens, valores e objetos que, segundo a PF, teriam sido retirados do apartamento do principal alvo da investigação durante a etapa anterior, realizada em 23 de janeiro.

A Operação Barco de Papel apura supostas irregularidades na compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central. Conforme as investigações, entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido aproximadamente R$ 970 milhões no banco.

As apurações seguem em andamento para identificar responsabilidades e eventuais crimes contra o sistema financeiro nacional.

- Publicidade -

Veja Mais