12 fevereiro 2026

PP do Acre acusa Gerlen Diniz de traição política e abre processo disciplinar

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O Partido Progressistas (PP) no Acre, por meio de sua Executiva Regional, divulgou nota pública repudiando a postura política do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, filiado à legenda. Segundo o comunicado, o gestor municipal tem adotado, de forma reiterada, atitudes consideradas incompatíveis com a linha política do partido, incluindo apoio e promoção de grupos políticos adversários.

De acordo com a executiva estadual, Gerlen Diniz passou a divulgar e fortalecer lideranças que se autodeclaram “inimigas do governo”, o que, na avaliação do partido, representa um afastamento do grupo político que historicamente o acolheu e lhe deu sustentação. A nota destaca que o apoio do Progressistas foi decisivo para a trajetória política do prefeito, inclusive para o resultado eleitoral de 2024.

O partido ressalta ainda que a política é feita de escolhas, mas que a boa prática política deve estar baseada em valores como ética, gratidão e respeito às decisões coletivas da legenda. Nesse contexto, a Executiva Regional do Progressistas informou que irá instaurar um processo disciplinar interno para apurar a conduta de Gerlen Diniz e adotar as medidas consideradas cabíveis.

Ainda conforme o comunicado, o prefeito será chamado para prestar esclarecimentos e, após a conclusão do procedimento interno, o partido tornará pública sua decisão à sociedade acreana.

Prefeito reage e nega acusação de traição

Em contato com o YacoNews, o prefeito Gerlen Diniz se manifestou e classificou as acusações como incoerentes, citando episódios anteriores envolvendo lideranças do próprio Progressistas que, segundo ele, não foram tratados como traição ou desrespeito.

“Traição e desrespeito? Em 2020, Tião Bocalon era candidato a prefeito pelo Progressistas e o governador, do mesmo partido, declarou apoio à então prefeita da capital, que disputava a reeleição pelo PSB. Isso não é traição e nem desrespeito”, afirmou.

O prefeito também citou o cenário político de 2024. “A vice-governadora Mailza Assis é pré-candidata ao governo pelo Progressistas, e o atual vice-prefeito da capital, também do Progressistas, anuncia que vai apoiar Tião Bocalon, filiado ao PL, caso ele seja candidato a governador. Isso também não é traição e nem desrespeito”, argumentou.

Ao comentar o episódio que motivou a reação mais recente do partido, Gerlen Diniz reforçou sua posição. “Em Sena Madureira, o atual prefeito recepciona um senador da República, que anuncia emendas para a cidade que ele administra, e o acompanha a um prédio do município, que está sendo construído pelo governo do Estado com emendas desse senador. O resultado disso ser tratado como traição e desrespeito não faz sentido”, concluiu.

O embate evidencia o agravamento da crise interna no Progressistas no Acre e deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias, tanto no campo partidário quanto no cenário político estadual.

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