13 fevereiro 2026

Seagri e instituições parceiras concluem treinamento para fortalecer cadeia do cacau no estado do Acre

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Curso de Sistema de Produção e Classificação de Cacau, realizado na Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), vinculada ao Ministério da Agricultura, no centro de pesquisa em Marituba, Pará. Foto: cedida

Para fortalecer a cultura do cacau no estado, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), tem atuado para garantir a qualificação técnica e especializada dos servidores que prestam assistência aos produtores rurais na cadeia produtiva. Como parte dessas ações, foi encerrado nesta sexta-feira, 13, o curso de Sistema de Produção e Classificação de Cacau, realizado na Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), vinculada ao Ministério da Agricultura, no centro de pesquisa em Marituba, Pará.

Durante dez dias de imersão, 27 técnicos da Seagri, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), Universidade Federal do Acre (Ufac), além de representantes de cooperativas e lideranças indígenas, participaram da capacitação na Estação de Recursos Genéticos do Cacau.

A iniciativa faz parte do programa Cacau Socioambiental Sustentável, executado por meio da Rota do Cacau e representa o esforço contínuo do governo do Acre em parceria estratégica com o Sebrae/AC.

Fortalecimento do cacau nativo e de cultivo tem sido uma das prioridades da Seagri. Foto: cedida

O fortalecimento do cacau nativo e de cultivo tem sido uma das prioridades da Seagri. A titular da pasta, Temyllis Silva, explica que a ação faz parte do trabalho de continuidade que vem sendo desenvolvido desde a gestão do secretário José Luis Tchê. Para ela, o treinamento na Ceplac contribui para o desenvolvimento econômico que respeita a floresta.

Estamos estruturando um desenvolvimento socioeconômico eficiente e sustentável para o nosso estado”, completou a titular da Seagri, Temyllis Silva. Foto: Dharcúles Pinheiro/Secom

“Desde que assumimos a Seagri, temos levantado a bandeira do cacau como vetor de transformação. Tudo o que estamos colhendo hoje é fruto de uma união de esforços entre o governo e o Sebrae, que tem sido nosso parceiro número um. O foco é melhorar a qualidade da nossa amêndoa e dar suporte técnico real aos nossos agricultores, povos originários e extrativistas”, destacou a secretária de Agricultura, Temyllis.

Durante o curso, os técnicos estudaram desde os aspectos genéticos e climáticos do cacau até o beneficiamento primário e a classificação final das amêndoas. Os participantes analisaram métodos de enxertia, manejo de pragas e doenças típicas da Amazônia, além de indicadores econômicos para a elaboração de projetos e de Sistemas Agroflorestais (SAFs) com cacau.

Com a qualificação, a meta é promover também a recuperação de áreas alteradas e a conservação ambiental, utilizando o cacau como protagonista. Com o conhecimento adquirido, os técnicos agora possuem a missão de atuar como multiplicadores em suas respectivas instituições e com os produtores rurais.

“O objetivo final é a geração de renda e emprego com a floresta em pé. Ao dominarmos o sistema de produção e a classificação, garantimos que o cacau do Acre tenha valor agregado e competitividade no mercado. Estamos estruturando um desenvolvimento socioeconômico eficiente e sustentável para o nosso estado”, completou a titular da Seagri.

A expectativa é que, a curto prazo, as novas práticas de manejo e pós-colheita já reflitam na qualidade do produto acreano, consolidando o estado como um importante player na rota do cacau fino e sustentável.

A rede de apoio ao Programa do Cacau Socioambiental envolve uma vasta estrutura que inclui instituições de pesquisa e defesa, como a Embrapa, Ceplac, Ufac, Idaf e Funtac; a gestão pública e povos tradicionais, por meio das secretarias de Povos Indígenas e do Meio Ambiente e de prefeituras; e o setor produtivo, por meio da Faeac, Sebrae, cooperativas e associações de produtores.

Por Secom

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