
A Biblioteca da Floresta será reinaugurada no próximo dia 20 de março, segundo a Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM). Localizado no Parque da Maternidade, em Rio Branco, o espaço estava fechado desde 2019 e passou por ampla revitalização.
O prédio ficou mais de seis anos sem atendimento ao público. Nesse período, além da paralisação para reforma, o local foi atingido por um incêndio em maio de 2022, que destruiu parte do acervo.
De acordo com a fundação, a obra contemplou todos os ambientes. Foram executados serviços de pintura, substituição de pisos desgastados, troca do telhado e modernização completa das instalações elétricas e do sistema de climatização.
A engenheira fiscal Gicélia Viana informou que o projeto preservou as características arquitetônicas originais, mas atualizou a estrutura às normas vigentes. “O prédio recebeu rampas laterais, portas de evacuação e reforço no sistema de prevenção e combate a incêndio”, destacou.
O auditório, antes localizado abaixo do nível do solo e com histórico de alagamentos, teve o piso elevado. Já o último pavimento foi reestruturado em conceito aberto, com vista panorâmica para o parque, e deverá abrigar o Instituto de Mudanças Climáticas.
A FEM informou que permanecem as exposições permanentes dedicadas a Hélio Melo e Leandro Tocantins. A proposta é ampliar o uso do espaço para saraus, apresentações culturais e encontros estudantis, mantendo a temática voltada aos povos da floresta e à preservação ambiental.
A ordem de serviço para a revitalização foi assinada em abril de 2024 pelo governador Gladson Camelí, pelo secretário de Obras Ítalo Lopes e pelo presidente da FEM, Minoru Kinpara. O investimento estimado foi de R$ 3,8 milhões, oriundos de emenda parlamentar, embora a empresa contratada tenha apresentado proposta de pouco mais de R$ 2,7 milhões para execução dos serviços.
Inaugurada em outubro de 2007, a biblioteca possui acervo voltado à Amazônia e às populações tradicionais do Acre, como indígenas, seringueiros e ribeirinhos. Após o fechamento em 2019, o caso foi acompanhado pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) e, posteriormente, pelo Ministério Público Federal, especialmente após o incêndio que atingiu a estrutura em 2022.






