16 fevereiro 2026

Ministério da Saúde descarta risco de vírus Nipah no Brasil após Carnaval

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O Ministério da Saúde informou que não há casos confirmados do vírus Nipah no Brasil e que não existe motivo para preocupação após o Carnaval. A pasta ressaltou que mantém protocolos de vigilância epidemiológica ativos e acompanha os desdobramentos internacionais da doença, considerada rara e grave.

O tema ganhou repercussão após registros recentes na Índia e em Bangladesh. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda, neste momento, restrições de viagem ou comércio relacionadas ao vírus.

Na Índia, dois profissionais de saúde foram infectados, mas 198 pessoas que tiveram contato com eles testaram negativo. Já em Bangladesh, uma mulher entre 40 e 50 anos morreu em janeiro após apresentar sintomas graves. A investigação aponta possível relação com o consumo de seiva crua de tamareira, alimento associado a surtos anteriores. Desde 2001, o país registra ocorrências quase anuais da doença, com quatro mortes confirmadas em 2025.

O vírus Nipah é transmitido principalmente de animais para humanos, especialmente morcegos frugívoros e porcos. A transmissão entre pessoas pode ocorrer, mas é considerada limitada. O período de incubação varia de quatro a 14 dias.

Os sintomas iniciais incluem febre alta, náuseas, vômitos e problemas respiratórios. Em quadros mais graves, podem surgir pneumonia e encefalite, com sonolência, desorientação e convulsões. A taxa de letalidade varia entre 40% e 75%, e ainda não há vacina disponível.

Apesar da gravidade, especialistas apontam que os surtos costumam ser localizados e controlados com medidas de isolamento e monitoramento. No Brasil, as autoridades orientam a população a manter a tranquilidade e buscar apenas informações oficiais do Ministério da Saúde e da OMS.

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