23 fevereiro 2026

Gefron prende mais um suspeito de envolvimento na morte de jovem executado em Cruzeiro do Sul

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Homens foram presos no mesmo local no bairro Coab, em Cruzeiro do Sul — Foto: Arquivo/Gefron

Mais um homem suspeito de participação na morte de João Vitor da Silva Borges, de 21 anos, foi preso nesse sábado (21) durante uma ação da Grupo Especial de Operações em Fronteiras (Gefron), dentro da Operação Protetor das Fronteiras, em Cruzeiro do Sul.

João Vitor foi encontrado morto em março de 2025, às margens do Rio Juruá, após ter sido executado por integrantes de uma facção criminosa. De acordo com a Polícia Civil do Acre, o crime teria sido motivado por um desentendimento envolvendo uma abordagem da Polícia Militar semanas antes do assassinato.

Segundo o coordenador do Gefron na região do Juruá, tenente Fabrício Machado, o preso é apontado como um dos supostos envolvidos na execução. Contra ele havia mandado de prisão preventiva em aberto. A polícia, no entanto, não detalhou qual teria sido a participação específica do suspeito no crime.

Na mesma operação e no mesmo endereço, localizado no bairro Cohab, outro homem também foi capturado. Ele tinha mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas, havia rompido a tornozeleira eletrônica e estava escondido em uma residência. As identidades dos presos não foram divulgadas.

Até o momento, pelo menos 16 pessoas já foram presas por envolvimento no caso. Três dos investigados foram pronunciados e irão a júri popular.

Relembre o caso

Jovem foi alvo do ‘tribunal do crime’, segundo a polícia — Foto: Reprodução

João Vitor desapareceu no dia 8 de março de 2025, após sair de casa sem informar o destino. O corpo foi encontrado três dias depois no Rio Juruá.

As investigações apontam que o jovem teria sido alvo do chamado “tribunal do crime” após participar da imobilização de outro rapaz durante uma abordagem da PM no Centro da cidade. A ação foi filmada por populares e repercutiu nas redes sociais. Conforme a Polícia Civil, após ser liberado, o homem envolvido na ocorrência teria cobrado da facção criminosa uma punição contra João Vitor.

O jovem foi atraído até o bairro Cohab, onde teria sido julgado e executado por membros da organização criminosa.

A mãe da vítima, Maria Verônica Bezerra da Silva, relata que enfrenta o luto diariamente. João Vitor era criador de conteúdo nas redes sociais e havia sido selecionado para fazer um curso de eletricista no Senai. Segundo a família, ele sonhava em mudar de vida.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer completamente o caso.

Com informações via g1 Acre.

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