23 fevereiro 2026

ABDI e Centro Acreano de Hip Hop estruturam programa para fortalecer indústria criativa local

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A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) iniciou, na última semana, as agendas técnicas para a implementação de um novo programa voltado à cultura Hip Hop no Acre. Em reunião de alinhamento em Rio Branco, a diretora de Economia Sustentável, Perpétua Almeida, e a gerente da Unidade de Desenvolvimento Industrial, Cecília Vergara, estiveram no Centro Acreano de Hip Hop, instituição que será responsável pela execução do projeto, para discutir os eixos estratégicos da iniciativa.

O objetivo é capacitar e profissionalizar jovens e adultos para atuação na economia criativa, com foco na geração de emprego e renda e no fortalecimento do empreendedorismo nas periferias. Nesta fase inicial, o programa atenderá os municípios de Sena Madureira e Tarauacá, além da capital.

Com foco na qualificação profissional e no fortalecimento da economia criativa, a proposta apresentada à ABDI prioriza nichos técnicos da cadeia produtiva do Hip Hop com alta demanda no mercado. Entre os eixos discutidos estão breaking e dança; formação de DJs e técnicos de som; produção audiovisual; e moda urbana.

“Estamos unindo cultura e mercado. Ao qualificar profissionais do Hip Hop no Acre, a exemplo do que fizemos no Rio Grande do Sul e estamos fazendo em Brasília, a ABDI estimula a produção cultural local, fortalece e profissionaliza a indústria criativa, provando que a arte é um caminho viável e necessário para o desenvolvimento econômico e social do estado”, destacou a diretora.

Para Cecília Vergara, o cenário acreano é promissor devido à organização do movimento local. “O Hip Hop local possui uma capilaridade e uma representatividade real nas comunidades. Somando isso à capacidade executória do Centro Acreano de Hip Hop, temos ótimas perspectivas de engajamento e de transformação desses talentos em negócios sustentáveis”, afirmou a gerente.

*Próximos Passos*

O projeto está em fase de estruturação técnica, na qual serão definidos o cronograma de atividades, as metas de beneficiários e o volume de investimentos. A iniciativa busca replicar o sucesso de modelos de fomento à indústria criativa já testados pela ABDI em outras regiões, adaptando-os à realidade socioeconômica e cultural do Norte do país.

Ao conectar a cultura de rua com a inovação industrial e o mercado de serviços, a ABDI reafirma seu papel no estímulo a novos modelos de desenvolvimento industrial e econômico que incluem a periferia como protagonista.

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