
Os presidentes do Partido Liberal (PL) e do União Brasil, Valdemar da Costa Neto e Antonio Rueda, afirmaram que vão trabalhar para impedir que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 seja votada no plenário da Câmara. A declaração foi feita durante evento do Grupo Esfera, realizado em São Paulo, com a presença de empresários.
Os dirigentes avaliam que, caso a proposta avance ao plenário, há grande chance de aprovação. Segundo Rueda, o projeto tem forte apelo popular e, em ano eleitoral, seria difícil para deputados e senadores votarem contra a medida. Ele defendeu que a estratégia seja “segurar” a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados (CCJ), evitando que o texto siga adiante.
Valdemar também defendeu articulação junto ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para travar a proposta na comissão. Segundo ele, se a matéria for pautada no plenário, a aprovação pode ser ampla.
Os dois argumentam que o fim da escala 6×1 pode elevar custos para o setor produtivo, gerar inflação e impactar o consumidor. PL e União Brasil somam, juntos, 145 deputados na Câmara.
Do outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a votação da proposta o quanto antes e conta com o apoio de Hugo Motta para dar prioridade ao tema. A expectativa é que o relator da PEC na CCJ seja indicado nos próximos dias.
A proposta pretende unificar textos apresentados por Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG). Ambos defendem mudanças na Constituição para permitir a redução da jornada semanal de trabalho, substituindo o modelo atual de seis dias consecutivos por um de descanso. A ideia é estabelecer jornada máxima de 36 horas semanais, com distribuição ao longo da semana.






