
O policial militar Alan Melo Martins foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão, em regime semiaberto, pelo acidente que causou a morte da dona de casa Silvinha Pereira da Silva e deixou o marido dela, José da Silva e Silva, gravemente ferido. A colisão aconteceu no dia 19 de maio de 2019, na Estrada Dias Martins, em Rio Branco.
O julgamento se estendeu por dois dias. O Ministério Público do Acre, representado pelo promotor Teotônio Rodrigues, defendeu que houve homicídio doloso — quando há intenção de matar — e argumentou que o réu assumiu o risco ao dirigir em alta velocidade. O órgão também criticou o fato de o militar ter respondido ao processo em liberdade.
Já a defesa, conduzida pelo advogado Elton Silva, sustentou que o caso se tratou de um acidente de trânsito, sem intenção de provocar a morte das vítimas.
Conforme a denúncia, o casal trafegava em uma motocicleta quando foi atingido pelo carro dirigido pelo militar. Laudo pericial indicou que o veículo estava a quase 130 km/h no momento do impacto. O Ministério Público também apontou que o condutor teria ingerido bebida alcoólica antes da colisão.
Durante os debates, a defesa mencionou ainda a investigação envolvendo policiais militares que atenderam a ocorrência, acusados de prevaricação e falsidade ideológica. Eles foram absolvidos pela Justiça.
Ao final, o conselho de sentença condenou Alan Melo Martins pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. Como ele já havia cumprido dois anos e 19 dias de prisão preventiva, o período foi abatido da pena, permitindo a progressão imediata para o regime semiaberto determinado na sentença.






