A Justiça condenou a 14 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, um homem apontado como uma das principais lideranças estratégicas de organização criminosa com forte atuação no estado. A decisão atende a pedido do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A sentença foi proferida pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco. Em razão da elevada periculosidade do réu e de seu histórico criminal, a Justiça manteve a prisão preventiva e negou o direito de recorrer em liberdade.
Conforme as investigações do Gaeco, o condenado exercia papel de comando na organização mesmo estando foragido no estado da Paraíba. Utilizando documentos falsos para ocultar sua identidade, ele coordenava atividades ilícitas à distância, mantendo influência direta sobre a estrutura criminosa.
O trabalho investigativo permitiu identificar e desarticular a logística de comunicação utilizada para tentar burlar a fiscalização das autoridades.
A denúncia teve origem em Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado pelo Gaeco do MPAC. A prisão foi efetuada em operação conjunta entre os Ministérios Públicos e os Gaecos do Acre e da Paraíba, com apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Paraíba, em ação articulada de enfrentamento ao crime organizado.


