Por Janaína Nunes
O pior inimigo de Babu foi ele mesmo. Parecia que, ao voltar para esta edição do BBB, o ator tinha percebido isso, mas, mais uma vez, tropeçou no próprio ego.
Forçou tanto a barra para ser protagonista que caiu. Era como se dissesse aos outros participantes: eu sou o famoso e sou eu quem deve comandar. O mais curioso é que ele tinha tudo para estar entre os cinco finalistas. Conhecia o jogo, teve tempo de analisar os erros de sua primeira edição (BBB 20), entrou curtindo e enxergou o lado mais coerente do jogo. Entretanto, sem mais nem menos, escolheu jogar errado. Para quem estava assistindo, era quase inacreditável — e inadmissível.
O ator viu Mateus ser eliminado por trazer a pauta racial ou étnica de forma rasa. Viu Sol agir da mesma maneira e chamou a atenção dela por isso. A verdade é que falar dos outros é fácil. Difícil é fazer autocrítica, e isso vale para qualquer um.
Quando se está fechado em um ambiente com as mesmas pessoas, até a compra ou não de alho vira discussão. Mas a questão é que Babu já havia participado do reality. Ele sabia disso.
O ator foi ficando ranzinza, negativo e injusto de tal forma que foi difícil não criar ranço dele. É uma pena. Babu é um bom ator, tem noção de quanto a questão racial e social é delicada no Brasil, mas, uma vez trancado com estranhos em um jogo, deixou novamente transparecer o seu pior.
A verdade é que Babu queria ser um articulador tão bom quanto Ana Paula e se incomodou por ela ser melhor, o que não deixa de ser uma espécie de machismo. Sem falar de outros comportamentos duvidosos dos quais ele terá de se explicar aqui fora. Chaiany que o diga! O fato é: ele não teve competência para jogar um jogo que já conhecia e se queimou muito. 68% foi pouco!
Perdeu, Babu! Um homem que parecia tão grande saiu minúsculo de seu segundo reality. Era melhor ter pedido para sair!


