Celebrado em 16 de março, o Dia Nacional do Ouvidor destaca a importância dos canais que conectam a população às instituições públicas. No Acre, o Ministério Público do Estado mantém a Ouvidoria-Geral como um espaço permanente para receber demandas da sociedade, funcionando como ponte direta entre cidadãos e a instituição.
O órgão é conduzido pela procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, responsável por fortalecer a aproximação entre o Ministério Público e a população acreana. A proposta é ampliar o diálogo social e estimular a participação da comunidade na construção de políticas e ações institucionais.
Mais do que um canal para receber manifestações, a Ouvidoria desempenha papel relevante no fortalecimento da democracia. Denúncias, sugestões, críticas e elogios chegam ao Ministério Público por meio do setor, contribuindo para orientar e aprimorar a atuação institucional. “A Ouvidoria é o espaço onde a cidadania encontra voz dentro da instituição. Cada manifestação recebida é uma oportunidade de aprimorar nossa atuação e fortalecer o compromisso do Ministério Público com a sociedade”, destaca a procuradora Kátia Rejane.
Dentro desse movimento de ampliar a escuta da população, o Ministério Público do Acre lançou no último dia 9 de março a Ouvidoria das Mulheres. O novo canal foi criado para acolher demandas específicas do público feminino e oferecer orientação e encaminhamento em situações que envolvam seus direitos.
A iniciativa ganha peso diante dos números divulgados pelo relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo o levantamento, o Acre registrou 14 feminicídios em 2025, o que representa uma taxa de 3,2 mortes para cada 100 mil mulheres — a mais elevada do país e mais que o dobro da média nacional, que é de 1,43.
Na prática, os dados revelam um cenário preocupante: proporcionalmente, mulheres no Acre enfrentam um risco significativamente maior de serem vítimas desse tipo de crime em comparação com outras regiões do Brasil. Mais do que estatísticas, os números evidenciam uma realidade social grave que exige respostas contínuas das instituições.
“Cada estatística representa uma vida interrompida e uma família marcada pela dor. Não podemos naturalizar esses números. Eles nos convocam a agir com responsabilidade e sensibilidade, fortalecendo canais de escuta e proteção às mulheres”, afirma a procuradora Kátia Rejane. Para ela, a Ouvidoria das Mulheres surge como uma ferramenta de acolhimento e proteção, reforçando o compromisso do Ministério Público do Acre com a dignidade, a segurança e os direitos das mulheres.


