Uma denúncia de abuso físico e psicológico nunca deve ser tratada como um jogo de vingança. Deve ser algo sério, feito junto aos órgãos competentes, capazes de apurar os fatos e punir os responsáveis. Por isso, causou estranheza ver a ex de Juliano Floss, Vivi, decidir se pronunciar agora, sem citar nomes (embora, como diz o ditado, para bom entendedor, um pingo é letra).
Obviamente, é a pessoa ferida quem decide o momento de fazer a denúncia. Ainda assim, no meu entendimento, esse tipo de ocorrência deveria ser registrada o mais rápido possível, para que a responsabilização também aconteça com agilidade. Isso vale para qualquer mulher. Denúncias de agressão, quando mal conduzidas, podem acabar descredibilizando a causa.
Sabemos que, o tempo todo, tentam desacreditar uma mulher simplesmente por ela existir e exigir respeito. Por isso, é importante sermos suficientemente cautelosas para não cair em armadilhas. Buscar a atenção da opinião pública sobre determinado fato é uma faca de dois gumes: se for para fazer justiça, o risco pode valer a pena; caso contrário, não.
Juliano está há três meses em um reality com alta audiência. É legítimo, portanto, questionar por que Vivi escolheu este momento para dar seu depoimento — que tudo indica, repito, ter sido sobre ele. Também chama atenção o fato de ela ter estado em uma festa recentemente e tirado fotos com pessoas que o defendem no programa. Fica a dúvida: será que ela compartilhou sua versão dos fatos com essas pessoas?
Jamais deixarei de ser solidária às mulheres que sofreram qualquer tipo de agressão. Mas toda pessoa também tem o direito de questionar determinadas atitudes, desde que isso seja feito com respeito.


