Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de agressão e abuso sexual e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima deste tipo de violência, ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.
Após a enorme repercussão e a indignação pública gerada pela aposentadoria concedida ao tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, a Polícia Militar do Estado de São Paulo decidiu se manifestar. Em nota oficial enviada ao portal LeoDias, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a corporação garantiram que a transferência do oficial para a reserva remunerada não servirá como um escudo definitivo contra punições e não o livrará de uma possível expulsão.
No comunicado, a instituição ressaltou que a SSP já autorizou a instauração de um Conselho de Justificação contra o militar, o procedimento disciplinar mais rigoroso para julgar a conduta de oficiais. A PM afirmou que essa investigação interna “continua a valer mesmo após a transferência do oficial para a reserva” e que o processo pode resultar na demissão, além da perda definitiva do posto e da patente de Geraldo.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Geraldo Leite Rosa NetoCrédito: Reprodução Record Geraldo Leite Rosa Neto e Gisele Alves SantanaCrédito: Reprodução Instagram Dr. José Miguel da Silva, Gilberto e GiseleCréditos: Reprodução Instagram Geraldo Leite Rosa Neto e Gisele Alves SantanaCrédito: Reprodução Instagram
Voltar
Próximo
Leia Também
Notícias
Tenente-Coronel preso por feminicídio da esposa ganha aposentadoria de R$ 30 mil da PM
Notícias
“À custa da população”: defesa de Gisele repudia aposentadoria de tenente-coronel
Notícias
Tenente-coronel acusado de matar esposa se dizia “macho alfa” e cobrava submissão
Notícias
Tenente-coronel é preso suspeito de matar a esposa PM e tentar forjar suicídio em SP
Na prática, caso ele seja expulso pelo conselho, deixará de integrar os quadros da corporação e perderá o direito de receber o salário integral. A nota também atualizou o andamento das investigações paralelas sobre o brutal assassinato da soldado Gisele Alves Santana.
Segundo a corporação, o Inquérito Policial Militar (IPM) que apura o caso já se encontra em sua fase final e será encaminhado em breve ao Judiciário. A PM fez questão de frisar que Geraldo permanece atrás das grades cumprindo prisão preventiva por decisão da Justiça, destacando que essa medida drástica foi tomada após representação da própria Corregedoria da Polícia Militar.
Vale lembrar que, na esfera criminal comum, o inquérito conduzido pela Polícia Civil já foi totalmente concluído e entregue à Justiça, consolidando a prisão que está sendo cumprida. Por fim, a Polícia Militar encerrou o pronunciamento defendendo sua postura institucional diante do escândalo: “A Polícia Militar reafirma seu compromisso com a legalidade, a disciplina e a preservação dos valores que regem a atividade policial militar”.
Confira a nota completa:
“A Secretaria da Segurança Pública autorizou a instauração de um Conselho de Justificação em relação ao tenente-coronel Geraldo Neto, que pode resultar em demissão, perda do posto e da patente. A instrução continua a valer mesmo após a transferência do oficial para a reserva.
O inquérito policial militar que apura a morte da soldado Gisele Alves Santana está em fase final e será encaminhado ao Judiciário. O oficial permanece preso preventivamente por decisão judicial, após representação da Corregedoria da PM. Além disso, o inquérito da Polícia Civil já foi concluído e encaminhado à Justiça, com pedido de prisão, que também já foi cumprido.
A Polícia Militar reafirma seu compromisso com a legalidade, a disciplina e a preservação dos valores que regem a atividade policial militar”.


