A tentativa do Paquistão de mediar um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã esbarrou na resistência de ambos os lados nesta segunda-feira (6/4). O plano previa uma trégua estruturada em duas etapas, mas foi formalmente rejeitado por Washington e por Teerã, com o regime iraniano já se movimentando para apresentar uma contraproposta.
Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump reconheceu o esforço diplomático de Islamabad como um “passo significativo”, mas frisou que a oferta não atende a todas as necessidades. Aumentando a pressão sobre os rivais, Trump estabeleceu um ultimato para que o Irã libere a passagem do Estreito de Ormuz até esta terça-feira (7/4).
Veja as fotosAbrir em tela cheia Ataque no Irã e Donald TrumpCréditos: Reprodução Globo e Band Donald TrumpCrédito: Reprodução YouTube Protesto em Teerã com grupo de iranianos lamentando a morte do aiatolá Ali KhameneiCrédito: Arash Khamooshi – The New York Times
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Adotando um tom incisivo, o mandatário declarou que os Estados Unidos poderiam se retirar do conflito agora, mas que ele prefere “terminar o trabalho”. A insatisfação de Teerã, por outro lado, foca no formato provisório da pausa. De acordo com a agência estatal Irna, os iranianos rechaçaram o acordo por acreditarem que uma trégua temporária serviria apenas para que as forças inimigas tivessem tempo para se reorganizar e planejar novos ataques.
Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, reforçou que a exigência do país é o encerramento absoluto da guerra.


