As autoridades turcas abriram uma investigação para esclarecer a motivação do tiroteio registrado nesta terça-feira (7/4) nas proximidades do Consulado de Israel, em Istambul. O episódio provocou uma forte operação de segurança na região e também passou a ser analisado pelo governo israelense, que quer entender se a representação diplomática foi, de fato, o alvo da investida.
De acordo com informações divulgadas por integrantes do governo da Turquia, três homens armados chegaram ao local e acabaram entrando em confronto com policiais que faziam a segurança da área. O balanço informado pelas autoridades aponta que um dos suspeitos morreu durante a troca de tiros, enquanto outros dois foram capturados.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Autoridades turcas no Consulado de Israel, em Istambul, procurando pelo atiradorReprodução: X/@rahul4bisht Autoridades turcas no Consulado de Israel, em Istambul, procurando pelo atiradorReprodução: X/@rahul4bisht Cenário de destruição em GazaReprodução: YouTube/GNN Benjamin Netanyahu em vídeo publicado em seu perfil no X nesta segunda-feira (8/9), avisando para israelenses evacuaremReprodução: X/@netanyahu Imagem gerada por IA representando o Consulado de Israel em IstambulReprodução: Google Imagens
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A ocorrência foi registrada no distrito de Levent, importante centro empresarial da cidade. O consulado israelense funciona em um dos andares do edifício onde houve o confronto. Imagens que circularam nas redes sociais e na imprensa local mostram momentos de correria, vários disparos e agentes buscando abrigo durante a ação.
Dois policiais turcos ficaram feridos sem gravidade, segundo as autoridades. A área foi isolada logo após o tiroteio, enquanto equipes de segurança e investigadores apuram a dinâmica do caso.
O ministro do Interior da Turquia, Mustafá Ciftçi, afirmou que os suspeitos estavam armados, vestiam roupas camufladas e haviam saído da província de Izmit em um carro alugado. Ainda segundo ele, a identidade dos envolvidos já havia sido confirmada e os três tinham antecedentes criminais. O ministro acrescentou que dois dos detidos são irmãos e disse que ao menos um deles mantinha relação com um grupo descrito por ele como uma organização que “se aproveita” da religião.
Do lado israelense, o Ministério das Relações Exteriores declarou que nenhum funcionário estava no consulado no momento do ataque. Uma fonte ouvida pela agência de notícias AFP disse ainda que diplomatas israelenses não atuam presencialmente na Turquia desde os atentados de 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou Israel. Segundo essa versão, o esvaziamento das missões não ocorreu apenas em território turco, mas em outros pontos da região, por razões de segurança.


