O anúncio de um bloqueio naval por parte dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz provocou forte reação do Irã nesta segunda-feira (13/4), que classificou a medida como ilegal e comparou a iniciativa a um ato de pirataria internacional. A decisão, que deve entrar em vigor às 11h, no horário de Brasília, amplia o risco de escalada no já delicado cenário geopolítico da região.
Segundo autoridades iranianas, qualquer tentativa de restringir o acesso aos seus portos poderá resultar em retaliação direta. Em comunicado transmitido pela emissora estatal, o comando militar do país afirmou que a segurança nas águas do Golfo Pérsico e do Mar de Omã deve ser garantida de forma igualitária. Caso contrário, nenhum porto da região estará protegido.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Anúncio do bloqueio de navios de portos iranianos foi feito na madrugada desta segunda-feira (13/4)Reprodução: Truth Social/@realDonaldTrump Donald TrumpReprodução: YouTube/@unitednations Estreito de Ormuz, funcionando como uma área geográfica estratégica e central no conflito entre o Irã e a coalizão EUA/IsraelReprodução: Google Maps Navios voltam a circular no Estreito de OrmuzReprodução: 7News Australia Destroços de aeronavesDivulgação: Guarda Revolucionária do Irã
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Após cessar-fogo, Estreito de Ormuz é reaberto e tráfego de navios volta
A resposta ocorre após o governo de Donald Trump determinar que a Marinha americana intercepte embarcações que tenham ligação com o Irã ou que tenham pago taxas para atravessar o estreito. Washington considera esse tipo de cobrança irregular e pretende impedir o trânsito dessas embarcações, ampliando o controle sobre a rota marítima.
De acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, a operação prevê o bloqueio de navios com origem ou destino em portos iranianos. Já embarcações sem vínculos com o país poderão continuar utilizando a passagem, considerada estratégica para o fluxo global de petróleo.
A decisão americana veio após o fracasso de negociações diplomáticas no fim de semana, que buscavam reduzir tensões entre os dois países. Em declarações públicas, Trump acusou Teerã de descumprir promessas relacionadas à liberação do estreito e de utilizar a rota como forma de pressão econômica internacional.
Desde o início do conflito, o Irã tem restringido parcialmente a circulação no Estreito de Ormuz, permitindo a passagem apenas de navios considerados aliados ou que atendam às condições impostas por Teerã. Estima-se que algumas embarcações tenham pago valores elevados para garantir trânsito seguro pela área.
A nova medida dos Estados Unidos gerou impacto imediato nos mercados internacionais. O preço do petróleo voltou a subir com força, impulsionado pelo temor de interrupções no abastecimento global. O estreito é responsável por uma parcela significativa do transporte mundial de petróleo e gás, conectando produtores do Oriente Médio a mercados na Ásia, Europa e América do Norte.
Autoridades iranianas também alertaram que a presença de forças militares estrangeiras na área pode ser interpretada como violação do cessar-fogo vigente. Em caso de confronto, o risco de retomada das hostilidades aumenta.


