O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, no último sábado (18), de uma atividade voltada à difusão do conhecimento sobre a arqueologia amazônica, com destaque para o estudo e a preservação dos geoglifos estruturas milenares que marcam a paisagem da região.
A ação contou com a presença de equipes do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural, Habitação e Urbanismo (Caop-Maphu) e do Núcleo de Apoio Técnico (NAT). A iniciativa foi promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com a Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI-Acre).
A atividade integra o curso de formação de Agentes Agroflorestais Indígenas e busca unir o conhecimento técnico-científico sobre os sítios arqueológicos à sabedoria ancestral dos povos tradicionais. O objetivo é qualificar o monitoramento dessas áreas e fortalecer a valorização dos bens culturais nos territórios indígenas.
O coordenador do Caop-Maphu, promotor de Justiça Alekine Lopes dos Santos, destacou que a participação do MPAC contribui para ampliar a articulação institucional com o Iphan. Segundo ele, o aprofundamento técnico das equipes permite desenvolver estratégias mais eficazes, tanto no campo jurídico quanto operacional, para a proteção do patrimônio histórico coletivo.

De acordo com a Superintendência do Iphan no Acre, os geoglifos são evidências da presença de povos antigos na região e representam importantes registros de identidade e conhecimento técnico. A preservação dessas estruturas é considerada fundamental para garantir que a história da ocupação humana na Amazônia seja mantida e transmitida às futuras gerações.


