Um recém-nascido acreano, com apenas 11 dias de vida, precisou ser transferido para São Paulo para realizar uma cirurgia cardíaca de alta complexidade. O caso mobilizou toda a rede estadual de saúde e evidenciou a atuação do Tratamento Fora de Domicílio (TFD) no atendimento de pacientes que necessitam de procedimentos especializados fora do Acre.
O bebê, identificado como Teodoro Costa, foi diagnosticado com transposição das grandes artérias, uma cardiopatia congênita grave que exige intervenção cirúrgica urgente. Diante da gravidade do quadro, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Complexo Regulador Estadual e da Central de Urgência e Emergência, organizou a transferência para o Hospital de Base de São José do Rio Preto, referência em cirurgia cardíaca no interior de São Paulo.
Segundo a gestão estadual, a solicitação foi atendida rapidamente, garantindo a articulação de uma vaga e toda a estrutura necessária para o deslocamento seguro do paciente.

O secretário de Saúde, José Bestene, destacou que o TFD é fundamental para assegurar atendimento quando os procedimentos não estão disponíveis no estado. Ele ressaltou que a prioridade é garantir que o paciente chegue ao destino com segurança e no menor tempo possível.
Para o transporte, foi utilizada uma UTI aérea equipada para manter o suporte intensivo durante todo o trajeto. A operação contou ainda com equipe especializada e acompanhamento contínuo, além da presença da mãe do recém-nascido, oferecendo apoio emocional durante o deslocamento.
O médico responsável pela UTI aérea, Jardson Batista, explicou que a decisão pela transferência não está relacionada à falta de profissionais no estado, mas à necessidade de uma estrutura mais avançada para o tipo de cirurgia exigida.

A mãe do bebê, Fernanda da Costa Ferreira, de 21 anos, relatou que o filho recebeu atendimento imediato desde a chegada à unidade de saúde e destacou o cuidado das equipes durante todo o processo, além da transparência nas informações repassadas.
Casos como o de Teodoro reforçam o papel do TFD como uma política essencial do Sistema Único de Saúde (SUS), permitindo que pacientes tenham acesso a tratamentos de alta complexidade fora do estado e ampliando as chances de recuperação mesmo em situações críticas.


