Durante a sabatina do advogado Jorge Messias no Senado Federal, o senador Marcio Bittar (PL-AC) protagonizou um momento de tensão ao afirmar que o cantor Caetano Veloso teria participado de ações armadas durante a ditadura militar no Brasil. A declaração foi imediatamente contestada pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA).
Em sua fala, Bittar mencionou nomes ligados à resistência ao regime militar e afirmou que alguns teriam admitido lutar pela implantação de uma “ditadura do proletariado”. Ele incluiu Caetano Veloso nesse contexto, alegando que o artista teria participado de ações armadas e da guerrilha urbana e rural.
Ao final da intervenção, Otto Alencar pediu a correção da declaração, destacando que Caetano Veloso nunca pegou em armas. “Peço que vossa excelência retire da sua fala que Caetano nunca pegou em armas, só pegou a vida inteira em violão”, afirmou o senador baiano.
Indicação ao STF
A sabatina ocorreu no contexto da indicação de Jorge Messias ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O nome foi apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Quem é Jorge Messias
Natural de Pernambuco, Jorge Messias tem 45 anos e integra o governo federal desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023. Ele assumiu a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU) no começo da atual gestão, após participar da equipe de transição.
Servidor público desde 2007, Messias já atuou em órgãos como o Banco Central e o BNDES. Considerado um nome de confiança do presidente, ele mantém proximidade política desde os tempos do governo de Dilma Rousseff.
À frente da AGU, destacou-se pela defesa das instituições democráticas, especialmente do STF, além de liderar ações judiciais em pautas estratégicas para o governo, como questões tributárias e a regulamentação das redes sociais.
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