Arrascaeta precisou passar por uma intervenção cirúrgica para a correção da fratura na clavícula direita, após se machucar durante a partida contra o Estudiantes, pela Libertadores, na última quarta (29/4). Desta forma, com pouco mais de seis semanas até o início da Copa do Mundo, o jogador de futebol pode ficar de fora do torneio. O portal LeoDias conversou com um especialista que explicou como deve ser o processo de recuperação do craque do Flamengo.
O médico Kaleu Nery, cirurgião de ombro e cotovelo, avaliou a chance de Arrascaeta não se recuperar com tempo hábil de estar na Copa. “O prazo é muito apertado para esse tipo de lesão. Quando falamos em fratura de clavícula, não existe uma resposta única. Existe, sim, a possibilidade real de ele ficar fora da Copa”, pontuou.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Arrascaeta em entrevista ao portal LeoDiasCrédito: Portal LeoDias ArrascaetaCrédito: Adriano Fontes – Flamengo ArrascaetaCrédito: Gilvan de Souza – Flamengo ArrascaetaCrédito: Reprodução
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“A fratura da clavícula está entre as mais comuns do ombro, especialmente em esportes de contato. No futebol, acontece muito em quedas, choques e divididas. Na maioria dos casos, a clavícula consolida bem, mas isso não significa que a recuperação será rápida. O ‘bem’ e o ‘rápido’ nem sempre andam juntos”, explicou o especialista.
Segundo Kaleu, os estudos ajudam a dimensionar o cenário, mas não trazem garantias. “Atletas tratados de forma conservadora retornam, em média, em cerca de 61 dias. Nos casos cirúrgicos, esse tempo varia entre 68 e 83 dias. Ou seja, ele estaria exatamente no limite inferior desse intervalo. E estar no limite não significa estar pronto com segurança”, disse.
O tipo da fratura é decisivo para qualquer previsão. “Fraturas com desvio importante, angulação ou vários fragmentos levam mais tempo. Há casos que chegam a 100 ou até 128 dias para retorno ao esporte. Por isso, a decisão entre operar ou não, não é só sobre ganhar tempo, mas sobre garantir uma recuperação adequada”, afirmou o médico.
O especialista também reforçou que o retorno ao campo não depende apenas da ausência de dor. “Existe uma diferença grande entre estar sem dor e estar apto a competir. É preciso ter consolidação da fratura, mobilidade completa do ombro e força muscular restaurada. Pular etapas aumenta o risco de nova lesão”, pontuou.
“Sem saber exatamente como é essa fratura, qualquer previsão é limitada. Mas, com base no que a ciência mostra, o risco de ele não jogar a Copa é concreto”, concluiu o médico.
Arrascaeta passou pela operação, que fixou o osso quebrado com placa e parafusos, em um hospital em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. De acordo com a equipe do Flamengo, o procedimento foi considerado um sucesso pelo departamento médico. Vale destacar que a previsão inicial é que o meia fique fora por 45 dias, mas esta é uma expectativa otimista, pois tudo dependerá da evolução da reabilitação.


