O prazo legal para ações militares dos Estados Unidos entrou em um novo impasse nesta sexta-feira (1º), após o governo de Donald Trump afirmar que o cessar-fogo com o Irã suspende a contagem dos 60 dias previstos em lei. A discussão sobre o cessar-fogo entre EUA e Irã e o prazo de 60 dias da guerra já provoca reação no Congresso e pode se transformar em uma disputa judicial.
A declaração foi feita pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, durante audiência no Senado. Segundo ele, o acordo firmado em abril interrompe temporariamente o prazo legal para operações militares sem autorização do Congresso.
A interpretação, no entanto, enfrenta resistência. O senador Tim Kaine afirmou que o prazo termina nesta sexta-feira e alertou para possíveis consequências jurídicas caso o governo não busque autorização formal.
O debate ocorre em meio a pressões políticas crescentes em Estados Unidos. Tentativas de limitar os poderes do presidente já foram levadas ao Congresso, mas acabaram barradas pela maioria republicana.
Especialistas apontam que o caso pode parar na Justiça e chegar até a Suprema Corte, ampliando a crise institucional em torno da política externa americana.
Além do embate jurídico, o tema também pressiona o governo no campo político. Pesquisas indicam que mais de 60% da população americana é contra a guerra com o Irã.
O impacto econômico também já é sentido. O aumento no preço dos combustíveis, impulsionado pela instabilidade no Oriente Médio, tem pesado no bolso da população e ampliado a insatisfação.
Com eleições legislativas marcadas para novembro, o desdobramento dessa crise pode influenciar diretamente o cenário político e o equilíbrio de forças no Congresso americano.
Com informações da Agência Brasil.


