A proposta do Irã sobre Estreito de Ormuz rejeitada por Trump mantém o impasse entre Teerã e Washington e prolonga a tensão no Oriente Médio. O plano previa a reabertura da rota marítima estratégica e o fim de bloqueios comerciais, mas foi considerado insatisfatório pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo autoridades iranianas, a proposta incluía a liberação imediata do Estreito de Ormuz para o tráfego comercial e o encerramento do bloqueio naval imposto pelos EUA aos portos do país.
O plano também sugeria uma pausa nas hostilidades, com garantias de que não haveria novos ataques por parte dos Estados Unidos e de Israel, deixando as negociações sobre o programa nuclear iraniano para uma fase posterior.
Entre os principais pontos da proposta estavam: fim imediato do conflito, reabertura do Estreito de Ormuz, retirada do bloqueio naval americano e adiamento das discussões nucleares em troca do fim das sanções.
O impasse ocorre semanas após a suspensão de ataques realizados por forças americanas e israelenses contra o Irã. Apesar da redução das ofensivas, ainda não há acordo para encerrar a crise, que já provocou impactos históricos no fornecimento global de energia.
Há mais de dois meses, o Irã restringe o transporte marítimo no Golfo Pérsico, permitindo apenas embarcações próprias. Em resposta, os Estados Unidos intensificaram sanções e bloquearam navios ligados ao país.
Em declaração recente na Casa Branca, Trump afirmou que não ficou satisfeito com os termos apresentados. Segundo ele, as exigências iranianas incluem pontos considerados inaceitáveis pelo governo americano.
Impasse gira em torno do programa nuclear
Os Estados Unidos mantêm a posição de que qualquer acordo precisa garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares. Já o governo iraniano afirma que seu programa tem fins exclusivamente pacíficos.
De acordo com fontes diplomáticas, a estratégia do Irã ao propor etapas separadas — tratando primeiro da crise marítima e deixando o tema nuclear para depois — buscava facilitar um acordo inicial e reduzir tensões imediatas.
Com informações do G1.


