O conceito de “custo amazônico” que define o encarecimento de obras devido às dificuldades geográficas da região foi um dos temas centrais defendidos pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) durante o Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação (Foncede), em Belém (PA). Na prática, esse desafio é visível na manutenção da Escola Estadual Indígena Benjamin Kampa, situada no isolado alto rio Envira, em Feijó.
Para garantir a melhoria da infraestrutura nesta unidade, a SEE mobilizou uma complexa logística de transporte fluvial para levar materiais de construção a locais de difícil acesso. O esforço visa assegurar que os alunos indígenas tenham as mesmas condições de aprendizado que os estudantes das zonas urbanas.
Transformação Estrutural no Alto Rio Envira
As intervenções na escola Benjamin Kampa são abrangentes e buscam resolver problemas históricos de infraestrutura. O projeto inclui:
-
Construção de uma nova sala de aula.
-
Instalação de banheiro e refeitório.
-
Cercamento completo da unidade escolar para maior segurança.
-
Perfuração de um poço artesiano para garantir água potável à comunidade.
A arquiteta Maisa Andrade, responsável pela obra, explica que o cronograma físico-financeiro é seguido rigorosamente para otimizar o uso dos materiais que chegam via rio. “Há todo um esforço da Secretaria para que esses materiais alcancem a escola, permitindo um trabalho de melhorias que impacta diretamente na aprendizagem”, destacou a profissional.


