Durante coletiva em Rio Branco, o delegado-geral Pedro Buzolin explicou que a divisão da investigação leva em conta o envolvimento de um adolescente e de um adulto.
Segundo ele, uma das frentes vai apurar a conduta do menor de 13 anos, que assumiu os disparos, enquanto a outra será responsável por investigar a responsabilidade do padrasto, dono da arma utilizada no crime.
O homem segue detido e pode responder por ausência de cautela na guarda do armamento. A arma, uma pistola calibre .380, foi apreendida pelas autoridades.
Já o adolescente está sob custódia do Estado e responde conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê medidas socioeducativas, com internação máxima de até três anos.
Celular apreendido pode esclarecer motivação
Um dos pontos centrais da investigação é o celular apreendido com o adolescente. O aparelho já está sob autorização judicial para extração de dados.
A análise deve ajudar a esclarecer se o ataque foi um ato isolado ou se houve algum tipo de planejamento ou influência externa.
Apesar disso, o delegado afirmou que ainda é cedo para conclusões e que todas as hipóteses estão sendo avaliadas com cautela.
Prazo e complexidade
De acordo com a Polícia Civil, a investigação é considerada complexa e envolve análise de imagens, dispositivos eletrônicos e outros elementos.
A expectativa é que o trabalho seja concluído em até 30 dias, prazo considerado adequado diante da quantidade de provas que ainda precisam ser analisadas.
As equipes seguem mobilizadas para garantir uma apuração completa e responsável.


