A produção de mel no Acre deve ganhar reforço após um intercâmbio técnico realizado no Paraná, maior produtor nacional do produto. A missão reúne produtores e especialistas acreanos em busca de novas tecnologias, capacitação e modelos de comercialização para fortalecer o setor no estado.
A iniciativa é promovida pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), com apoio do Programa REM/KfW e parceria do Sebrae. O intercâmbio ocorre entre os dias 4 e 11 de maio.
A comitiva é formada por 14 participantes, incluindo técnicos da Seagri, representante do Sebrae, apicultores, meliponicultores e representante indígena. O grupo foi recebido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), referência nacional na cadeia produtiva do mel.

Durante a programação, os participantes realizam visitas técnicas a indústrias, cooperativas, meliponários, universidades e unidades de beneficiamento com Serviço de Inspeção Federal (SIF). O roteiro inclui municípios como Curitiba, Ortigueira, Maringá, Prudentópolis, Dois Vizinhos, Santa Helena e Foz do Iguaçu.
A secretária da Seagri, Temyllis Silva, destacou que a ação busca ampliar o conhecimento dos produtores acreanos e fortalecer a cadeia produtiva no estado.
“Investir em capacitação é acreditar no potencial de quem produz no Acre. Queremos que os produtores conheçam experiências bem-sucedidas e tragam esse aprendizado para fortalecer a produção local”, afirmou.
A engenheira florestal Zandra Pilar, responsável pela cadeia produtiva do mel na Seagri, ressaltou que o intercâmbio tem ampliado a visão técnica da equipe sobre o potencial sustentável do Acre.
“Estamos conhecendo tecnologias, boas práticas, inovação e modelos de organização já consolidados. Essa troca de experiências fortalece nosso aprendizado e ajuda a desenvolver melhorias para a realidade acreana”, explicou.
Além das visitas técnicas, a programação inclui palestras com especialistas e acompanhamento de processos de comercialização voltados ao mercado nacional e internacional.
A expectativa é que o intercâmbio contribua para a qualificação dos produtores, agregação de valor ao mel acreano e ampliação da competitividade da cadeia produtiva no estado.



