O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou, nesta sexta-feira (8/5), mais detalhes sobre o encontro com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. O brasileiro afirmou ter declarado ao republicano que não quer “guerra” contra ele e que sua disputa é “na narrativa”. Os líderes se encontraram na quinta-feira (7/5), na Casa Branca, em Washington (DC).
De acordo com o petista, o ponto de partida para o tema foi a renegociação de tarifas comerciais entre as nações. “A primeira coisa foi provar que EUA cometia equívoco ao dizer que tinham déficit comercial com a gente. Quem tem déficit é o Brasil. Era preciso colocar a verdade na mesa. Eu não quero guerra com você”, iniciou.
Veja as fotosAbrir em tela cheia O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou com repórteres na embaixada brasileiras nos EUA.Ricardo Stuckert/PR Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do BrasilCrédito: Reprodução Instagram/@brunogagliasso Trump e LulaCrédito: Ricardo Stuckert/PR Trump e LulaCrédito: Ricardo Stuckert Donald Trump e Luiz Inácio Lula da SilvaFoto: Ricardo Stuckert
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“Eu sei que você tem o melhor navio do mundo, o melhor caça do mundo, o melhor… Eu sei de tudo isso. É preciso disputar comigo na narrativa, eu quero discutir fatos, não quero guerra. Quero provar que nós estamos certos”, acrescentou Lula, durante o evento do Ministério de Minas e Energia, em Brasília.
A expectativa do presidente brasileiro é que as próximas semanas sejam decisivas para o acordo comercial. Para isso, ele sugeriu a criação de um grupo de ação conjunta entre os dois países para debater as questões: “Estamos trabalhando com os EUA muito seriamente. Falta acertar a questão dos preços [tarifas] entre os nossos ministérios”.
“Eu dei 30 dias para que o Ministério da Indústria e do Comércio do Brasil e deles resolvam a situação, porque cada um fica dizendo um número. E disse para o Trump que daqui 30 dias a gente volta a conversar, não precisa ir até lá, pode ser por telefone”, destacou Lula, que reforçou a intenção de debater também outros temas, como big techs e o crime organizado: “Eu ainda disse para o presidente Trump: ‘Nós somos dois homens de 80 anos de idade, e dois homens de 80 anos não brincam em serviço. A natureza é implacável, teoricamente, nós temos menos tempo pela frente, por isso que nós temos que saber o que nós queremos fazer’”.


