A Polícia Militar realizou, na madrugada deste domingo (10), a retirada de estudantes que ocupavam o prédio da Reitoria da Universidade de São Paulo, no campus do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo.
De acordo com relatos dos alunos, a ação ocorreu por volta das 4h15 e contou com o uso de escudos, cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Estudantes afirmam que a operação foi realizada sem aviso prévio.
Vídeos gravados durante a desocupação mostram policiais militares utilizando cassetetes contra os manifestantes. Segundo o Diretório Central dos Estudantes da USP (DCE-USP), diversos estudantes ficaram feridos durante a operação.
Ainda conforme o DCE, quatro estudantes foram detidos e encaminhados ao 7º Distrito Policial, na região da Lapa e Vila Romana, Zona Oeste da capital paulista.
Em nota divulgada nas redes sociais, o DCE-USP criticou a atuação policial e afirmou que os agentes teriam formado um “corredor polonês” para agredir os estudantes durante a retirada do prédio.
A entidade também alegou que a operação ocorreu sem ordem judicial de reintegração de posse e apontou possíveis irregularidades na ação policial.
“A ocupação já passava de 60 horas, não havia qualquer sinal de violência ou grave ameaça a qualquer pessoa”, afirmou o órgão estudantil.
Os estudantes reivindicam melhorias na permanência estudantil e na estrutura das universidades estaduais paulistas. Alunos da USP, Universidade Estadual de Campinas e Universidade Estadual Paulista estão em greve.
A ocupação da Reitoria da USP teve início na tarde da última quinta-feira (7), durante manifestações ligadas ao movimento estudantil. Durante os dias de ocupação, os alunos permaneceram em barracas montadas do lado de fora do prédio e também dormiram em colchões instalados no interior da reitoria.
Até o momento, a Polícia Militar e a Reitoria da USP não divulgaram detalhes oficiais sobre a operação e as detenções.


