O ativista Thiago Ávila voltou ao Brasil após ser deportado por Israel, onde ficou detido por mais de dez dias. Ele chegou primeiro ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na última segunda-feira (11/5), e depois seguiu para Brasília, desembarcando à noite no Aeroporto Internacional da capital federal.
No Distrito Federal, Ávila foi recebido por familiares, amigos e apoiadores da causa palestina. O grupo levou bandeiras, cartazes e entoou palavras de ordem em defesa da Palestina durante a chegada do ativista.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Thiago Ávila voltou ao BrasilReprodução: Instagram/@thiagoavilabrasil Thiago Ávila voltou ao BrasilReprodução: Instagram/@thiagoavilabrasil @arthur_lamonier Thiago Ávila voltou ao BrasilReprodução: Instagram/@thiagoavilabrasil @arthur_lamonier Banner produzido pelo Instituto Brasil Palestina (IBRASPAL) para divulgar recepção do ativista no aeroportoReprodução: Instagram/@thiagoavilabrasil @ibraspal Thiago Ávila foi um dos ativistas deportados em IsraelReprodução: YouTube/TVT News
Voltar
Próximo
Leia Também
Política
Quem é Thiago Ávila? Conheça o ativista brasileiro detido pelo exército de Israel
Mundo
Ativista Thiago Ávila e jornalista brasileira detalham ataque a navio em missão pró-Gaza
Notícias
Brasileiros libertados após detenção em Israel são levados à Jordânia
Política
Doze membros da delegação brasileira estão entre capturados na flotilha de ajuda a Gaza
Thiago foi detido em 29 de abril, durante a interceptação da flotilha Global Sumud, que seguia em direção à Faixa de Gaza com o objetivo de levar ajuda humanitária. A missão reuniu dezenas de embarcações e ativistas de diferentes nacionalidades. O brasileiro integrava a ação ao lado do ativista espanhol-paquistanês Saif Abu Keshek. Os dois foram levados para Israel após a operação das forças israelenses e permaneceram sob custódia até serem entregues às autoridades de imigração para deportação.
Após desembarcar, Ávila afirmou que não considerava sua detenção uma prisão legal. Segundo ele, a interceptação ocorreu em águas internacionais e representou uma violação de direitos. O ativista também alegou ter sofrido maus-tratos durante o período em que esteve sob custódia.
Thiago ainda afirmou que pretende seguir participando de ações em defesa da Palestina e de missões humanitárias voltadas à Faixa de Gaza. Para ele, a mobilização internacional continua necessária diante da situação no território palestino.
Israel negou as acusações de tortura apresentadas pela organização de direitos humanos Adalah, que acompanhou o caso na Justiça israelense. O governo israelense afirmou que os procedimentos adotados seguiram a legislação do país.


