Ed Motta compareceu à 15ª DP da Gávea, no Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (12/5), para prestar esclarecimentos sobre a confusão registrada no restaurante Grado, localizado no Jardim Botânico, no último dia 2 de maio. O cantor e compositor é alvo de investigação por injúria por xenofobia, crime cuja pena prevista varia de um a três anos de prisão.
A ocorrência envolve um desentendimento entre o músico, pessoas que o acompanhavam, funcionários do estabelecimento e clientes que estavam em outra mesa. Entre os investigados está Nicholas Guedes Coppim, apontado pela polícia como responsável por agredir uma pessoa com um soco e lançar uma garrafa durante a briga. Ele responde por lesão corporal.
Veja as fotosAbrir em tela cheia O cantor contradisse parte das alegações dos proprietários do estabelecimento.Reprodução/@edmotta Ed Motta brigou em um bar no Rio de JaneiroCrédito: Reprodução Instagram Ed MottaReprodução: Instagram/@edmotta Momento em que Ed Motta jogou cadeira no restauranteCrédito: Reprodução arquivo pessoal Ed MottaCrédito: Reprodução Instagram @edmotta
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De acordo com relatos prestados à polícia, a garrafa teria sido arremessada com violência contra uma parede do restaurante, quebrando um relógio instalado no local após os estilhaços se espalharem. O objeto, segundo o depoimento, possuía tamanho muito superior ao de uma garrafa convencional.
Já Ed Motta é alvo de investigação por injúria por preconceito, crime cuja pena prevista varia de um a três anos de prisão.
Um funcionário do restaurante afirmou em depoimento que o cantor teria dirigido ofensas xenofóbicas contra nordestinos durante a discussão. Segundo o relato, o artista disse ao barman: “Vai tomar no c* seu filho da put* paraíba”, além de outras declarações ofensivas. Parte do depoimento também foi exibida pelo programa Fantástico.
Ao chegar à delegacia, o músico foi encaminhado à sala onde prestaria depoimento acompanhado por advogados e pelos policiais responsáveis pelo caso.
Discussão teria começado após cobrança de taxa de rolha
Segundo funcionários ouvidos pela polícia, a confusão começou depois que o restaurante cobrou taxa de rolha pela mesa ocupada por Ed Motta e seus acompanhantes. O barman relatou que o artista normalmente não pagava a cobrança quando frequentava o local sozinho ou apenas com a esposa, mas que, naquela ocasião, havia outras seis pessoas na mesa, o que justificaria a tarifa. O posicionamento foi confirmado por outros empregados em depoimentos.
Ainda conforme os relatos, Nicholas Guedes Coppim teria perguntado ao funcionário, em tom de deboche: “Você gosta de mulher ?”, causando constrangimento.
Na sequência, de acordo com o depoimento, Ed Motta teria afirmado: “Olha, o babaca está rindo. Nunca vi esse babaca rindo. Está sempre de mal com a vida, esse paraíba”. Depois, ao colocar uma taça de vinho sobre o balcão, teria acrescentado: “Vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíbas”. Antes de deixar o local, ainda teria dito: “Cambada de paraíba”. Em seguida, teria se voltado novamente ao funcionário e falado: “Vai tomar no c* seu filho da put* paraíba”.
Imagens registradas no restaurante mostram ainda o momento em que o cantor arremessa uma cadeira, sem atingir ninguém.
O tumulto, inicialmente restrito ao grupo que acompanhava Ed Motta e aos funcionários do restaurante, acabou envolvendo clientes de uma mesa vizinha. Imagens e testemunhos indicam que um frequentador teria sido atingido por uma garrafa e também levado um soco durante a briga.
A Polícia Civil apura dois possíveis crimes no caso. O primeiro é a lesão corporal sofrida por um cliente da mesa ao lado, investigação em que Ed Motta aparece como testemunha. O segundo envolve a suspeita de injúria por preconceito, situação em que o cantor figura como investigado.
A defesa do artista negou que ele tenha participado de agressões físicas e afirmou, em entrevista ao Fantástico, que Ed Motta deixou o restaurante revoltado com o atendimento recebido.
O advogado de Nicholas Guedes Coppim declarou ao programa que o cliente está colaborando com as investigações. Já a defesa de Diogo Couto, outro envolvido na ocorrência, informou que ele repudia qualquer episódio de violência.


