O governo brasileiro deve colocar no centro das discussões internacionais temas como guerra, energia e minerais estratégicos durante as próximas reuniões do Brics e do G7, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A pauta ganha destaque em meio ao aumento das tensões geopolíticas no cenário global.
A estratégia do governo é antecipar impactos econômicos de conflitos internacionais e reduzir riscos para setores como combustíveis, agronegócio e mineração no Brasil.
Brasil busca posição estratégica em cenário global
A agenda internacional inclui viagens à Moscou e posteriormente a Paris, onde o Brasil participará de reuniões ligadas ao Brics e ao G7.
O foco das negociações será a proteção da economia brasileira diante dos efeitos de guerras internacionais e da instabilidade no comércio global.
Segundo Durigan, o objetivo é preparar o país para possíveis cenários de crise.
“O tema de como a gente se prepara e protege o Brasil da guerra é o tema que mais me importa”, afirmou o ministro.
Minerais estratégicos entram na pauta principal
Outro ponto central da agenda será a discussão sobre minerais críticos, como terras raras, nióbio e grafeno. O Brasil busca ampliar sua presença como fornecedor global desses recursos, essenciais para tecnologia e transição energética.
O país pretende fortalecer sua posição frente à dependência internacional da produção concentrada em outras economias, especialmente a China.
Governo defende industrialização interna
O ministro destacou ainda que o novo marco legal do setor mineral busca garantir segurança jurídica para investidores estrangeiros, sem abrir mão da soberania nacional.
“O primeiro pilar é soberania; o segundo é incentivar a industrialização local”, afirmou Durigan.
A estratégia do governo é evitar a exportação apenas de matéria-prima, defendendo maior processamento dentro do país para geração de empregos e valor agregado.
Com informações da Agência Brasil.


