Fernando Pelegio, novo diretor artístico e de programação da Jovem Pan e um dos principais executivos do SBT por mais de 40 anos, relembrou a postura de Silvio Santos com pautas ligadas à morte e tragédias. Em entrevista ao Programa Flávio Ricco, na última terça-feira (12/5), ele afirmou que o comunicador proibiu uma cobertura mais emocional do funeral de Gugu Liberato.
De acordo com o ex-diretor, Silvio dizia não querer “exploração” da morte e se sentia mal ao ver esse tipo de cobertura. Para ele, a televisão do SBT deveria preservar o tom de alegria que sempre marcou a emissora. Por este motivo, Silvio negou a cobertura do funeral de Gugu.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Fernando PelegioDivulgação: Jovem Pan Fernando Pelegio, diretor estimado por Silvio Santos e pela família Abravanel, relembra momentos com o comunicadorReprodução: Redes Sociais Augusto Liberato, o GuguReprodução: SBT Fernando Pelegio, diretor estimado por Silvio Santos e pela família Abravanel, relembra momentos com o comunicadorReprodução: Redes Sociais Silvio Santos em seu programa na GloboReprodução: Globo
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“Ele não quis do funeral próprio dele. Ele falou: ‘Não quero. Não quero choradeira, não quero comoção. Quero uma coisa simples’. Ele se sentia mal explorando a morte das pessoas. Isso o incomodava. Então, ele falou: ‘Não quero, não quero. Não quero notícia de morte. Nossa televisão é alegria. Vamos manter a alegria da nossa televisão’”, disse, entendendo, em sua visão, que a emissora não deveria explorar o luto das pessoas.
Ainda segundo Pelegio, enquanto Globo e Record passaram a dedicar parte da grade a boletins e plantões sobre a pandemia de Covid-19, Silvio não queria que o SBT seguisse o mesmo caminho. O executivo contou que percebeu uma oportunidade no horário do “Fofocalizando”, por volta das 15h, quando as concorrentes exibiam novelas, filmes ou outros conteúdos.
Diante disso, decidiu colocar Roberto Cabrini e Carlos Nascimento ao vivo para falar sobre o vírus dentro do programa. A estratégia ocupou cerca de 40 minutos da atração, que tinha aproximadamente 1h15 de duração, e rendeu 12 pontos de audiência, recorde absoluto do “Fofocalizando”, segundo ele.
Apesar do bom desempenho, a reação de Silvio Santos foi contrária. Pelegio relatou que, no dia seguinte, recebeu uma ligação do apresentador determinando a retirada do programa do ar e proibindo a abordagem sobre Covid-19.


