A FIFA confirmou um aumento histórico nos repasses financeiros destinados aos clubes que cederão jogadores para a Copa do Mundo de 2026. Pela primeira vez disputado com 48 seleções, o torneio terá um total de 355 milhões de dólares distribuídos por meio do Programa de Benefícios para Clubes. O valor é equivalente a aproximadamente R$ 2 bilhões na cotação atual.
O montante representa a maior cifra já registrada desde a criação da iniciativa, implantada oficialmente na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. Em comparação com a edição do Catar, em 2022, quando foram pagos 209 milhões de dólares, o crescimento chega a 69%.
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O modelo de pagamento segue baseado na quantidade de dias em que o atleta permanece vinculado à competição defendendo sua seleção. Na última Copa, cada clube recebeu 10.950 dólares por jogador convocado a cada dia de participação. Para 2026, a estimativa da entidade gira em torno de 11 mil dólares diários (cerca de R$ 54 mil).
Mesmo em casos de eliminação ainda na fase de grupos, a previsão é que cada atleta convocado renda aproximadamente 250 mil dólares ao clube de origem. O valor tende a crescer conforme o avanço das seleções no torneio.
Na Copa de 2022, a FIFA contabilizou 837 jogadores participantes e 441 clubes beneficiados ao redor do mundo. Segundo o relatório oficial da entidade, um atleta que chegou à final do Mundial do Catar gerou cerca de 390 mil dólares ao clube responsável por sua liberação.
A campanha da Argentina campeã mundial, por exemplo, movimentou 11,038 milhões de dólares em repasses distribuídos entre mais de 30 clubes ligados aos atletas convocados pela seleção sul-americana.
O ranking das equipes que mais arrecadaram no último Mundial foi liderado pelo Manchester City, que recebeu 4,596 milhões de dólares. Na sequência apareceram Barcelona, com 4,538 milhões; Bayern de Munique, com 4,331 milhões; Real Madrid, com 3,86 milhões; e Paris Saint-Germain, que arrecadou 3,835 milhões de dólares.
Na América do Sul, o principal beneficiado foi o River Plate, que recebeu 1,204 milhão de dólares. Entre os clubes brasileiros, o maior retorno ficou com o Flamengo, que faturou 838,335 mil dólares com a participação de seus atletas no Mundial do Catar.
O Clube Nacional aparece logo atrás no cenário sul-americano, com 401,515 mil dólares recebidos.
O Programa de Benefícios para Clubes foi criado a partir de um acordo de colaboração entre a FIFA e a Associação Europeia de Clubes (ECA). O mecanismo busca compensar financeiramente as equipes pela cessão de jogadores às seleções nacionais durante a disputa da Copa do Mundo.


