A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Bujari, prendeu na manhã desta quarta-feira, 20, um homem que estava foragido da Justiça acusado de estupro de vulnerável contra a própria filha. Segundo as investigações, os abusos ocorreram entre os anos de 2011 e 2012, quando a vítima tinha entre 10 e 12 anos de idade.
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 2ª Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Rio Branco em novembro de 2022, após diversas tentativas frustradas das autoridades para localizar o suspeito.
De acordo com a Polícia Civil, durante anos foram realizadas diligências para tentar encontrar o acusado, que permaneceu escondido e sem responder ao processo judicial. Diante da dificuldade em localizá-lo, ele chegou a ser citado por edital, mas nunca compareceu à Justiça nem apresentou defesa por meio de advogado.
Na decisão que determinou a prisão preventiva, a magistrada responsável pelo caso destacou que o comportamento do investigado demonstrava tentativa de dificultar a aplicação da lei penal, justificando a necessidade da prisão para garantir o andamento do processo e a preservação das provas.
A captura aconteceu após um trabalho de inteligência realizado pela equipe da Delegacia de Bujari, que conseguiu identificar o paradeiro do foragido. Após receber voz de prisão, o homem foi encaminhado à delegacia e permanece à disposição do Poder Judiciário.
O delegado Bruno Coelho Oliveira, responsável pelas investigações, afirmou que a prisão representa uma resposta importante tanto para a Justiça quanto para a vítima.
“Esse homem tentou fugir das consequências dos próprios atos por muitos anos, mas o trabalho investigativo continuou até que fosse possível localizá-lo. A prisão é resultado da dedicação da equipe e do compromisso em garantir que crimes dessa gravidade não fiquem impunes”, declarou.
O delegado também destacou o sentimento de dever cumprido após a conclusão da operação. “Mais do que uma resposta institucional, é uma resposta humana diante de uma violência extremamente grave sofrida por uma criança”, concluiu.


