26 de junho de 2026

Acre registra maior número de internações por síndrome respiratória grave dos últimos três anos

Boletim da Sesacre aponta crescimento expressivo da circulação de vírus respiratórios em 2026.

Acre registra maior número de internações por síndrome respiratória grave dos últimos três anos
Hospitais do Acre enfrentam aumento da demanda com alta de casos graves entre crianças e idosos.


O Acre registra maior número de internações por síndrome respiratória grave em 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde. O estado contabilizou 1.625 notificações de SRAG entre as semanas epidemiológicas 1 e 23, marcando o maior volume dos últimos três anos e elevando a pressão sobre a rede pública de saúde.

Os números constam no Boletim Epidemiológico nº 21, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre na última quarta-feira (24). O total representa um crescimento expressivo em relação a 2024, quando foram registrados 1.321 casos, e a 2025, com 1.196 notificações.

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Segundo a Sesacre, o aumento está relacionado à circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios, com destaque para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o Rinovírus e a Influenza A.

Rio Branco concentra maior número de casos

A capital Rio Branco segue como principal epicentro da doença, concentrando 669 notificações, o equivalente a 41,17% de todos os casos registrados no estado.

Na sequência aparecem Cruzeiro do Sul, com 243 casos; Marechal Thaumaturgo, com 137; Feijó, com 125; e Mâncio Lima, com 81 notificações.

Hospital Infantil lidera atendimentos

O Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva é a unidade mais impactada pelo aumento das internações. Somente em 2026, foram registrados 430 atendimentos por SRAG no local.

Em seguida aparecem o Hospital Regional do Juruá, com 358 notificações; o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco, com 169; a Unidade Mista de Marechal Thaumaturgo, com 104; a Fundação Hospital Estadual do Acre, com 100; e a Pronto Clínica, com 89 casos.

Crianças e idosos seguem entre os mais vulneráveis

Os dados revelam que crianças e idosos continuam sendo os grupos mais vulneráveis às formas graves da doença.

A faixa etária de 2 a 4 anos lidera as internações, com 343 casos. Em seguida estão crianças de 5 a 9 anos, com 304 registros. Entre pessoas com 60 anos ou mais foram contabilizadas 305 internações, enquanto crianças menores de dois anos somaram 248 casos.

Segundo a Sesacre, esses grupos apresentam maior vulnerabilidade biológica, exigindo monitoramento constante e, em muitos casos, internação hospitalar.

Vírus sincicial respiratório impulsiona aumento

O boletim aponta o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) como principal responsável pelo avanço das internações em 2026.

A circulação intensa do vírus elevou a procura por atendimento pediátrico, especialmente em casos de bronquiolite, bronquite e pneumonia, pressionando leitos clínicos e UTIs infantis.

Sesacre reforça medidas de prevenção

Diante do cenário, a Secretaria de Saúde recomenda ampliar o monitoramento de leitos clínicos e de UTI pediátrica, reforçar a vigilância epidemiológica e intensificar a vacinação contra influenza nos grupos prioritários.

A orientação também inclui fortalecer a assistência hospitalar no interior para reduzir a necessidade de transferências para Rio Branco e Cruzeiro do Sul, principais referências no tratamento de casos graves.

O acompanhamento dos indicadores seguirá sendo essencial para ajustar a capacidade da rede de saúde durante o período de maior circulação dos vírus respiratórios.

Por Samoel Andrade