O Acre registra mais de 5,7 mil violações de direitos humanos em 2026, segundo levantamento atualizado do Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Os dados mostram que crianças e adolescentes seguem como as principais vítimas no estado, concentrando a maior parte das denúncias.
Ao todo, foram contabilizadas 755 denúncias, que resultaram em 5.781 violações e 476 protocolos de atendimento no período analisado.
Crianças e adolescentes concentram maior número de casos
Entre os grupos mais atingidos, crianças e adolescentes aparecem com ampla diferença na liderança do ranking estadual. Foram 427 denúncias e 2.755 violações registradas.
Na sequência, aparecem pessoas idosas, com 176 denúncias e 1.123 violações, além de pessoas com deficiência, que somaram 139 registros e 977 violações.
Os dados também mostram ocorrências envolvendo a população LGBTQIA+, pessoas em situação de rua, pessoas privadas de liberdade e famílias em situação de vulnerabilidade.
Maioria das violações é cometida por pessoas físicas
O levantamento revela ainda que a maior parte das violações é atribuída a pessoas físicas. Das 723 denúncias analisadas no recorte jurídico, 639 tiveram pessoas físicas como suspeitas, totalizando 5.004 violações.
Órgãos públicos aparecem em segundo lugar, com 56 denúncias e 346 violações.
Também há registros envolvendo pessoas jurídicas privadas e comunidades.
Faixa etária dos suspeitos chama atenção
Outro dado relevante aponta que a faixa etária entre 30 e 34 anos concentra o maior número de suspeitos, com 92 denúncias e 809 violações.
Logo depois aparecem pessoas entre 25 e 29 anos e entre 40 e 44 anos.
Já no recorte de gênero, as mulheres representam 344 registros (45,2%), enquanto os homens somam 294 ocorrências (38,63%).
Vulnerabilidade social reforça alerta
Os números reforçam um cenário preocupante no Acre, especialmente porque os grupos mais atingidos são historicamente mais vulneráveis.
A predominância de casos envolvendo crianças e adolescentes acende um alerta para o fortalecimento de políticas públicas de proteção, fiscalização e combate à violência.
Os dados são referentes ao Painel da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos e refletem registros atualizados até 24 de junho de 2026.
Por Samoel Andrade


