A crise no Oriente Médio ganhou novos contornos neste sábado (27), após Trump ameaçar destruir o Irã caso os Estados Unidos sejam “forçados a concluir militarmente” o conflito em andamento na região do Estreito de Ormuz.
A declaração foi feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, por meio da rede social Truth Social, logo após novas ofensivas americanas contra alvos militares iranianos.
EUA confirmam novos bombardeios
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, aviões norte-americanos atingiram depósitos de mísseis, drones e estações de radar costeiras do Irã.
A operação foi descrita como uma resposta direta a supostas violações do cessar-fogo por parte de Teerã.
Trump afirmou que o Irã voltou a descumprir o acordo firmado em abril e reforçado em junho, que previa a retomada da navegação segura pelo Estreito de Ormuz.
Ameaça direta de Trump aumenta tensão
Na publicação, Trump afirmou que o Irã “deixará de existir” caso os EUA precisem ampliar a ofensiva militar.
A fala representa uma escalada significativa no discurso da Casa Branca e aumenta o temor de uma nova fase no conflito entre Washington e Teerã.
O governo iraniano ainda não respondeu oficialmente às novas declarações.
Ataques a navios reacendem crise
Os EUA acusam o Irã de atacar navios comerciais com drones nos últimos dias, incluindo embarcações que transportavam petróleo.
Neste sábado, o Centcom informou que um navio-tanque com bandeira do Panamá, carregando mais de 2 milhões de barris de petróleo, foi atingido nas proximidades do estreito.
O episódio reacendeu a instabilidade em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.
Estreito de Ormuz é peça-chave no mercado global
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% a 25% de todo o petróleo transportado globalmente.
Qualquer interrupção na rota pode gerar impactos imediatos no preço internacional do petróleo e na economia global.
A escalada entre EUA e Irã acontece justamente após um acordo de 14 pontos que buscava encerrar as hostilidades e restabelecer a segurança marítima na região.
Agora, com os novos ataques e ameaças, o futuro do cessar-fogo volta a ficar incerto.
Por Samoel Andrade


