Bruno Guimarães entrou para uma lista negativa da história da Seleção Brasileira neste domingo (5). O volante desperdiçou um pênalti diante da Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, e tornou-se apenas o quarto jogador brasileiro a errar uma cobrança no tempo regulamentar de um Mundial.
A cobrança aconteceu aos 13 minutos do primeiro tempo, após o VAR confirmar um pênalti cometido por Kristoffer Ajer sobre Matheus Cunha. Bruno bateu no canto direito, mas o goleiro norueguês Ørjan Nyland fez a defesa.
O erro acabou pesando no resultado. A Noruega venceu por 2 a 1, com dois gols de Erling Haaland, eliminando o Brasil ainda nas oitavas de final.
Primeiro desde Zico em 1986
Antes de Bruno Guimarães, o último brasileiro a desperdiçar um pênalti durante o tempo normal de uma Copa havia sido Zico, nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986.
Na ocasião, o camisa 10 teve sua cobrança defendida pelo goleiro francês Joël Bats durante o empate por 1 a 1 entre Brasil e França. Posteriormente, Zico converteu sua cobrança na disputa por pênaltis, mas a Seleção acabou eliminada.
Antes deles, apenas Waldemar de Brito, em 1934, e Patesko, em 1938, haviam desperdiçado cobranças durante o tempo regulamentar de partidas em Copas do Mundo.
Apenas quatro brasileiros erraram no tempo regulamentar
Com o erro diante da Noruega, Bruno Guimarães passou a integrar uma lista bastante restrita.
Jogadores que desperdiçaram pênaltis no tempo regulamentar de Copas do Mundo pelo Brasil:
- Waldemar de Brito — Copa de 1934 (defendido);
- Patesko — Copa de 1938 (para fora);
- Zico — Copa de 1986 (defendido);
- Bruno Guimarães — Copa de 2026 (defendido).
Lista aumenta considerando disputas por pênaltis
Quando também são contabilizadas as cobranças nas decisões por pênaltis, a relação de jogadores brasileiros que desperdiçaram cobranças em Copas do Mundo aumenta.
Além de Bruno Guimarães, aparecem nomes como Marquinhos, Rodrygo, Hulk, Willian, Márcio Santos, Júlio César, Sócrates e o próprio Zico.
O pênalti perdido pelo volante do Newcastle tornou-se o 11º erro brasileiro somando tempo regulamentar e disputas por penalidades na história dos Mundiais.



