A operação da Polícia Federal (PF) realizada na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta quarta (8/7), provocou reação de aliados políticos e voltou a colocar em debate a disputa entre a defesa do ex-chefe do Executivo e o Supremo Tribunal Federal (STF). O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) classificou a diligência como uma tentativa de criar um fato político e afirmou que a ação buscou tirar a atenção de sua agenda nos Estados Unidos.
Segundo Flávio, a defesa de Bolsonaro vinha colaborando com as determinações judiciais e já havia enviado ao STF documentos com informações sobre o paradeiro das armas registradas em nome do ex-presidente. Na avaliação do parlamentar, a busca foi desnecessária e teve como objetivo gerar repercussão negativa em torno do pai. “O presidente Bolsonaro acabou de tomar mais uma busca e apreensão agora pela manhã, o que, na minha concepção, é uma clara tentativa de criar uma cortina de fumaça neste momento em que estou aqui trabalhando pelo Brasil, para tentar dividir o noticiário com coisas negativas”, disse. O filho de Bolsonaro está em Washington, nos Estados Unidos, participando de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que discute a proposta de impor uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Flávio Bolsonaro e Jair BolsonaroReprodução: Instagram/Flávio Bolsonaro Flávio Bolsonaro na LeoDias TVReprodução: YouTube/LeoDias TV Jair Bolsonaro preso na PF em Brasília, no DFReprodução: GloboNews Senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ)Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
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A operação contra Jair Bolsonaro foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após a defesa apresentar versões diferentes sobre a localização de parte do armamento registrado em nome de Bolsonaro. Na decisão, o magistrado afirmou que as inconsistências tornaram necessária a realização da busca para verificar se ainda existiam armas, munições, acessórios ou documentos relacionados ao acervo do ex-presidente.
De acordo com os advogados de Bolsonaro, os agentes chegaram ao condomínio por volta das 7h e permaneceram no local por cerca de uma hora e meia. Ao final da operação, nenhum armamento ou outro material foi apreendido.
Flávio Bolsonaro também criticou o tratamento dado ao caso e afirmou que a operação colocou em dúvida informações que, segundo ele, já haviam sido prestadas oficialmente pela defesa. Em outra declaração, o senador afirmou que a residência foi completamente vistoriada durante a ação, embora tenha reconhecido que os policiais atuaram de forma respeitosa.



