12 de julho de 2026

Hacker que enviou alerta falso da Defesa Civil aprendeu em curso do governo, diz Ministério

Hacker que enviou alerta falso da Defesa Civil aprendeu em curso do governo, diz Ministério
Hacker que enviou alerta falso da Defesa Civil aprendeu em curso do governo, diz Ministério

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional enviou nesta sexta-feira (10/7) para a Câmara dos Deputados uma explicação sobre a invasão ao sistema de alertas da Defesa Civil. A pasta afirmou que o hacker responsável por mandar um falso alarme aprendeu a usar o sistema em um curso do governo.

“Um hacker, autodenominado Misantropi4, fez uso de credenciais válidas de usuários da plataforma IDAP, aprendeu a enviar alertas por meio de cursos presentes na plataforma de governo e enviou alertas do tipo Defesa Civil Alertas para diversas localidades”, afirmou a pasta.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Hacker alega ter usado senhas vazadasReprodução / Pexels Homem usando computador, imagem ilustrativaMarcelo Casall Jr/Agência Brasil Ataque hacker pode ter sido o maior da história brasileiraPixabay Hacker fala sobre mensagem de Alerta ExtremoReprodução / Pexels

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O episódio ocorreu entre a noite de 19 de junho e a madrugada do dia 20, quando milhares de brasileiros receberam em seus aparelhos celulares um alerta sonoro classificado como risco extremo contendo uma mensagem de texto da Defesa Civil com a palavra “Misotropi4”.

O Ministério enviou as informações em resposta a um requerimento de informações protocolado pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO). No documento, o parlamentar cobrava explicações a respeito do incidente.

A pasta também informou que tomou conhecimento do problema às 23h59 do dia 19 e que bloqueou as contas usadas, além de retirar uma publicação externa do sistema. A Polícia Federal (PF) ainda investiga o caso.

O ministério esclareceu ainda que houve um vazamento de credenciais em um grupo de Telegram e uma vulnerabilidade do sistema foi explorada no momento do envio dos alertas. Mas segundo o documento, “ambos os problemas já foram corrigidos”.

A pasta afirmou ainda que não houve comprometimento da infraestrutura do ministério e foram adotadas medidas corretivas e de reforço da segurança cibernética. “Os usuários usados indevidamente foram bloqueados, o sistema ficou acessível apenas de dentro da rede do MIDR, foi implementada a autenticação de multifator e Defesas Civis que queiram usar o sistema precisarão se conecetar por meio de VPNs à nossa rede”.