12 de julho de 2026

Flávio diz que procurará China para negociar taxa de 55% sobre carnes

Flávio diz que procurará China para negociar taxa de 55% sobre carnes
Divulgação/Grupo Voto

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesse sábado (11/7) que pretende procurar autoridades do governo chinês para tentar reverter a tarifa de 55% sobre a carne bovina brasileira. Flávio também culpou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela implementação da medida.

As declarações foram dadas durante transmissão ao vivo nas redes sociais do senador.

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“O Brasil acabou de ser tarifado também, mais 55% pela China. […] A gente está falando de 62% de tarifação da nossa carne brasileira a partir do momento em que essa cota é estourada. E estou disposto também a buscar o governo chinês, a embaixada aqui, para também pedir que isso não aconteça”, afirmou o senador. A conta, porém, é de 67% de taxação sobre a carne brasileira.

A decisão do governo chinês foi tomada em 31 de dezembro de 2025, e passou a ser implementada a partir de 1º de janeiro de 2026. Com a medida, a carne bovina importada que excede as quantidades especificadas está sujeita a uma tarifa adicional de 55%.

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Embora a taxa já esteja em vigor há meses, Flávio Bolsonaro voltou a mencionar a medida e a criticar o presidente Lula pela alíquota na última semana. O movimento ocorre em meio à ofensiva do governo brasileiro para responsabilizá-lo pelo novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, que prevê uma taxa de 25% e deve entrar em vigor na próxima quarta-feira (15/7), por decisão de Donald Trump.

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“É incompetência mesmo, gente. Então não adianta querer colar tarifa em cima da gente. Essa é uma culpa do Lula. Essa é dele. Eu sei que a culpa é dele, mas ele não pode botar em quem ele quiser. A culpa é dele, ele que abraçe esse problema”, criticou o presidenciável.

Durante sua fala, ele citou a viagem feita aos Estados Unidos, onde participou, na última terça-feira (7/7), de audiência pública promovida pelo governo estadounidense para debater a proposta da nova taxação ao Brasil. Segundo o senador, ele tentou evitar a concretização do tarifaço.

“Acabou que eu tive que ficar mais um dia nos Estados Unidos para fazer algumas reuniões e tentar evitar que o nosso país fosse tarifado em mais 25%. Então estava lá fazendo a minha parte, tentando, me esforçando, […] explicando porque o Brasil não deveria ser tarifado, mas é uma decisão política do governo americano”, disse.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Alice Groth.