14 de julho de 2026

Tia de bebê resgatada acusa maternidade de minimizar crime: “Isso não é sequestro?”

Tia de bebê resgatada acusa maternidade de minimizar crime: “Isso não é sequestro?”

Tia de bebê resgatada acusa maternidade de minimizar crime: “Isso não é sequestro?”

Daniela Beatriz, que encontrou a sobrinha dentro da bolsa de uma enfermeira em Teresina (PI), criticou nota oficial do hospital

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Daniela Beatriz, que impediu sequestro da sobrinha recém-nascida (Crédito: Reprodução Instagram)

A controvérsia em torno da tentativa de sequestro de uma recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI), ganhou uma nova reviravolta. Responsável por frustrar o crime ao encontrar a sobrinha escondida dentro de uma bolsa preta, a tia da bebê, Daniela Beatriz, rompeu o silêncio para manifestar sua profunda indignação com a postura da instituição de saúde.

Segundo ela, a administração do hospital está tentando “abafar” a gravidade do caso ao classificar o episódio publicamente como uma “retirada irregular”, evitando o termo “sequestro”. Em um desabafo revoltado, a tia da criança rebateu a nota oficial emitida pela maternidade e deu detalhes da audácia da técnica de enfermagem Auricélia Rocha, presa preventivamente pelo crime.

Veja as fotos

Neste momento, tia estava com a criança para entregar nos braços de Auricélia, acreditando que a bebê passaria por cuidados médicosCrédito: Reprodução Globo Momento em que Daniela, tia da criança, questionou AuricéliaCrédito: Reprodução Globo As câmeras de segurança da maternidade registraram toda a movimentação da técnica de enfermagemCrédito: Reprodução Fantástico Imagens das câmeras de segurança do hospital registraram tentativa de sequestro de recém-nascidaCrédito: Reprodução Globo Daniela Beatriz com a sobrinhaCrédito: Reprodução Globo Neste momento, Daniela descobriu que Auricélia estava com a criança na bolsaCrédito: Reprodução Globo

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Daniela lembrou que confiou na profissional ao entregar a recém-nascida para o que acreditava ser apenas mais uma bateria de exames de rotina. “Gente, eu fico assim muito revoltada, né? A maternidade tem uma nota aí dizendo que estão tratando isso como ‘retirada irregular’, só. Não estão considerando como sequestro de criança. Meu Deus, se eu, que sou a tia, estava com a criança e entreguei na mão dela para fazer os exames que faltavam… Ela pega a criança, coloca dentro da bolsa, troca de roupa e já está no ponto de ir embora. Isso não é sequestro não, gente? Isso é o quê mesmo?”, questionou a tia da bebê.

Para Daniela, a estratégia de comunicação do hospital tenta eximir a unidade de falhas graves de segurança. “Todo o tempo querendo abafar que não aconteceu, que eles não estavam sabendo. Lá eles puxam na câmera e veem. Não tem como não puxar e não ver lá. Só se apagarem…”, disparou, fazendo referência aos registros do circuito interno de vigilância.

Falhas de segurança e premeditação

A revolta da família da recém-nascida contrasta diretamente com a defesa apresentada pela Maternidade Dona Evangelina Rosa. Em nota, a direção lamentou o episódio, mas sustentou que seus protocolos de segurança não falharam, alegando dispor de reconhecimento facial e controle rigoroso de acesso nas portas.

A realidade dos fatos, porém, mostra um cenário diferente. As imagens das câmeras de segurança confirmaram que Auricélia, que trabalhava há dois anos no hospital, mas estava de folga no dia do crime, entrou na unidade uniformizada sem levantar suspeitas.

Ela circulou com a bebê nos braços pela maternidade e entrou em um banheiro, de onde saiu minutos depois vestindo roupas casuais e carregando uma bolsa grande. Foi a atenção e o instinto protetor de Daniela que evitaram o pior. Desconfiada da demora e da mudança de roupa da funcionária, a tia a confrontou no corredor, exigiu abrir a bolsa e resgatou a sobrinha.

A mãe da criança, uma adolescente de apenas 14 anos que viajou do interior do Piauí para dar à luz na capital, entrou em choque ao saber do ocorrido. A Polícia Civil descarta qualquer hipótese de mero equívoco ou “retirada irregular”.

Durante o cumprimento de mandados na casa da técnica de enfermagem, os investigadores encontraram um quarto de bebê completamente montado, equipado com berço, banheira e roupas infantis. A defesa de Auricélia alega surtos psiquiátricos e esquizofrenia, mas a polícia confirmou que não há indícios que afastem sua responsabilidade criminal até o momento.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Henrique Carlos.