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Renato Machado deixa legado que o jornalismo brasileiro dificilmente voltará a produzir
Sua trajetória atravessou gerações e ajudou a consolidar um modelo de telejornalismo marcado pelo rigor, credibilidade e elegância
*As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias.
O jornalista Renato Machado (Reprodução: Globo)
A morte de Renato Machado, aos 83 anos nesta quinta (16/07), encerra um dos capítulos mais importantes da história do telejornalismo brasileiro. Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, ele ocupou praticamente todos os espaços que um jornalista poderia desejar: foi correspondente internacional, repórter especial, apresentador, editor e uma das vozes mais respeitadas da televisão. Sua passagem pelo “Bom Dia Brasil”, durante quase duas décadas, acabou se transformando em uma referência para toda uma geração de profissionais.
Muito mais do que os cargos que ocupou, Renato sempre chamou atenção pela forma de exercer a profissão. Nunca precisou elevar o tom de voz ou recorrer ao protagonismo pessoal para conquistar espaço. Sua credibilidade era construída pela informação bem apurada, pela serenidade diante dos fatos e pela capacidade de traduzir acontecimentos complexos de maneira clara para o telespectador.
Renato representava uma escola em que o jornalista era reconhecido pelo conteúdo entregue, e não pela exposição nas redes sociais ou pela necessidade permanente de aparecer. Era uma figura respeitada dentro e fora das redações, justamente porque fazia do jornalismo o centro de tudo.
É evidente que o telejornalismo mudou, acompanhando transformações tecnológicas e novos hábitos de consumo. Mas alguns valores permanecem indispensáveis. Entre eles, a responsabilidade com a informação, o compromisso com a notícia e o respeito ao público, características que marcaram toda a carreira de Renato Machado e ajudaram a definir um padrão de qualidade que poucas vezes foi alcançado com tanta naturalidade.
A ausência de Renato deixa, então, uma lacuna difícil de preencher. O Brasil perde um jornalista que soube atravessar diferentes épocas sem abrir mão dos princípios que fizeram dele uma das maiores referências da televisão.
É um legado que permanece como exemplo para quem ainda acredita que credibilidade continua sendo o maior patrimônio de uma redação.
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Tags:Renato Machado
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Flávio Ricco.


