17 de julho de 2026

Impasse do PL em RR e MT trava escolha de Daniella como vice de Flávio

Impasse do PL em RR e MT trava escolha de Daniella como vice de Flávio
Reprodução/Instagram

Aliados da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) ouvidos pelo Metrópoles apontam Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa Econômica Federal na gestão de Jair Bolsonaro, como nome a ser anunciado ao posto de candidata a vice-presidente da República na chapa do senador.

Há dois poréns, no entanto, nessas negociações, segundo fontes do bolsonarismo paulista: o apoio empacado do PL aos pré-candidatos do Republicanos, partido de Daniella, aos governos em Roraima e no Mato Grosso.

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Daniella assumiu o cargo em 2022, com a queda de Pedro Guimarães após denúncias de assédio sexual. Hoje, ela atua também como coordenadora do núcleo econômico da pré-campanha de Flávio e tem acompanhado o pré-candidato em algumas agendas impulsionada pela alta de seu nome.

Nessa quinta-feira (16/7), Danielle participou de uma live de lançamento do plano de Flávio para mulheres. Ela foi apresentada ainda como “uma pessoa que se alistou” para ajudar na campanha no plano de governo. Durante a live, o pré-candidato reforçou o desejo dele por uma vice mulher.

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do Metrópoles SP

“Eu já falei várias vezes a minha preferência de que seja uma mulher. Estão falando muito do nome da Dani. Então vai ser importante vocês conhecerem [ela]”, disse Flávio. “Olhando para frente, tem uma outra que está aqui atrás da cama, vocês não estão vendo. É a [deputada federal pelo PP-SP] Simone Marquetto, que ajudou a gente a construir também esse programa Brasil por Elas”.

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O senador Flávio Bolsonaro e a economista Daniella Marques posam para foto

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Daniella Marques, nova presidente da Caixa

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Ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques

Reprodução/Internet

Daniella foi elogiada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, mas disse que ela precisa trazer votos para a chapa de Flávio. A aposta em uma mulher como vice seria uma tentativa do pré-candidato do PL melhorar seu desempenho entre o eleitorado feminino, principalmente após o desgaste envolvendo, publicamente, Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Enteado e madrasta são desafetos e se tratam como adversários políticos. Se de um lado defende a participação feminina na chapa, fala em outro em “estancar” uma mulher, a madrasta.

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Em Roraima, a eleição suplementar para os cargos de governador e vice-governador, em junho, foi disputada pelos dois partidos, PL e Republicanos, com vitória, hoje sub judice, de Arthur Henrique (PL), que era do MDB. O pleito foi convocado após a cassação do mandato do ex-governador Antonio Denarium (Republicanos) e do vice, Edilson Damião (União Brasil).

O registro da chapa de Arthur foi indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) com base no prazo de desincompatibilização determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. A desincompatibilização em questão foi do cargo de prefeito de Boa Vista, então ocupado pela segunda vez por Arthur, com apoio da ex-prefeita Teresa Surita (MDB), de quem já foi secretário. Os votos atribuídos a ele seguem registrados sub judice, ou seja, em julgamento, até que o recurso seja analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O nome do PL é também pré-candidato a governador na eleição de outubro. Já o governador interino no estado é Soldado Sampaio, do Republicanos, que também é pré-candidato ao mesmo posto.

No Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) é o pré-candidato na disputa ao governo. Ele assumiu o estado em março de 2026, quando Mauro Mendes (União Brasil) deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal. O PL, por sua vez, quer lançar um candidato próprio e argumenta que Pivetta já teve o apoio da sigla em 2022, quando fez parte da chapa que venceu a disputa eleitoral naquele ano.

Como Daniella é do Republicanos, seu partido estaria “sambando”, no sentido de espernear, nas negociações de troca de apoios, incomodando o PL.

A convenção do PL que vai oficializar os nomes dos candidatos à eleição de 2026 está marcada para o dia 25 de julho, em São Paulo, na Arena Pacaembu, zona oeste da capital paulista. A do Republicanos, em São Paulo, no dia 1 de agosto, mas os encontros vão ocorrer de 20 de julho a 5 de agosto.

As convenções definem coligações e escolhem candidatas e candidatos aos cargos em disputa nas eleições deste ano. Após as escolhas, o registro das candidaturas deve ser feito até as 19h de 15 de agosto à Justiça Eleitoral.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Alessandra Ferreira.