17 de julho de 2026

Lula costura candidaturas ao Senado próximo ao prazo para convenções

Lula costura candidaturas ao Senado próximo ao prazo para convenções
Ricardo Stuckert

Às vésperas do início das convenções partidárias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se dedica a resolver os últimos impasses com aliados que vão disputar o Senado nas eleições de outubro. Com a maioria das chapas aos governos estaduais encaminhadas, o petista volta o foco às composições para a Casa Alta.

A corrida no Senado é considerada uma prioridade para o titular do Executivo no pleito de 2026, no qual 54 das 81 cadeiras serão renovadas, o que representa dois terços da Casa.

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A preocupação de Lula está em ampliar a base governista e evitar maioria da oposição, garantindo governabilidade em um eventual quarto mandato.

Na terça-feira (14/7), o presidente atuou para definir a candidatura à reeleição de Cid Gomes (PSB-CE) no Ceará. O senador resistia a concorrer a um novo mandato, mas aceitou a missão de reforçar o palanque de Lula no estado.

Ele estará no lado oposto do irmão, o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), que deve disputar o governo do Ceará com o apoio do Partido Liberal, de Flávio Bolsonaro (PL). Cid vai compor a chapa de reeleição do atual mandatário Elmano de Freitas (PT). A suplência ficará com o deputado federal Júnior Mano (PSB).

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A segunda vaga ao Senado no palanque de Lula no estado segue em negociação.

Mato Grosso do Sul

Na quinta-feira (15/7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS).

Após o encontro, a senadora divulgou foto com o presidente e uma nota na qual afirma que Lula confirmou que vai apoiá-la à reeleição.

Outro que está na disputa, como pré-candidato ao Senado, é o deputado Vander Loubet (PT). Após a reunião de quinta com Lula, Soraya disse que ela e Loubet terão uma parceria.

“Vander e eu continuaremos unidos, trabalhando pelo fortalecimento do campo democrático e pela eleição de parlamentares comprometidos com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e com a melhoria da vida da nossa população”, disse.

Anteriormente, chegou a ser divulgada a informação de que Thronicke desistiria da candidatura para compor chapa como suplente do petista. O fato causou desconforto na esquerda do estado.

Mas a senadora deu a entender que a situação está contornada.

“Recebi com muita honra o convite do amigo e pré-candidato Vander Loubert para compor uma chapa única ao Senado Federal, na condição de sua suplente. No entanto, após um amplo diálogo com as lideranças do PSB e com o nosso vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, homem honrado e de reconhecida experiência política, ficou definida a manutenção da minha pré-candidatura ao Senado Federal. Sigo nessa caminhada com o apoio do partido e a confiança de que estamos no caminho certo”, disse Thronicke.

No estado, portanto, a chapa ligada a Lula terá dois candidatos às vagas ao Senado. Para o Executivo estadual, o PT vai lançar candidatura “puro-sangue”, com Fábio Trad (PT) ao governo e Gilda Maria (PT) como vice.

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Lula e aliados no Ceará

Reprodução/Instagram2 de 7

Senadora Soraya Thronicke (PSB-MS)

Agência Senado3 de 7

Deputado Vander Loubet (PT-MS)

Divulgação4 de 7

Luis César Bueno é ex-deputado e pré-candidato ao governo de Goiás pelo PT

Marcos Kennedy/Assembleia Legislativa de Goiás5 de 7

Aava Santiago (PSB-GO), Lula e deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO)

Ricardo Stuckert6 de 7

Prefeita de Contagem (MG), Marília Campos, e Lula

Ricardo Stuckert / PR7 de 7

Deputado Patrus Ananias (PT-MG)

Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados

Convenções partidárias

  • A convenção partidária é uma etapa fundamental do processo eleitoral. Nesse momento, os partidos políticos e as federações partidárias se reúnem para escolher quem vai disputar cada cargo e deliberar sobre a formação de coligações.
  • No caso das federações, a convenção ocorre de forma unificada, com a participação de todos os partidos que tenham órgão de direção partidária na circunscrição. Os encontros devem ser realizadas no período entre 20 de julho e 5 de agosto.
  • A legislação permite que as convenções sejam realizadas de forma presencial, virtual ou híbrida.
  • Os partidos realizam convenções estaduais e nacionais. O evento nacional do PT está marcado para 2 de agosto, em São Paulo (SP), e vai oficializar a candidatura de Lula à reeleição, com Geraldo Alckmin na vice.
  • Com os candidatos definidos, os partidos, federações e coligações têm até 15 de agosto para registrarem formalmente as candidaturas junto à Justiça Eleitoral. No dia seguinte, em 16 de agosto, inicia-se a propaganda eleitoral geral, nas ruas e na internet.

Indefinição em Goiás

Em reunião na segunda-feira (13/7), o diretório estadual do PT em Goiás decidiu manter apoio à pré-candidatura ao governo do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT).

A decisão contraria a vontade de Lula, que defende que a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) seja o nome do partido na disputa ao governo. Ela, no entanto, resiste à proposta. A parlamentar também preside o diretório estadual da sigla e endossou apoio a Bueno.

Na semana passada, Lula recebeu Accorsi e a vereadora Aava Santiago (PSB-GO) para debater a formação do palanque em Goiás. Ele manifestou o desejo de ter as duas na chapa majoritária — Adriana, no governo, e Aava, no Senado. Porém, ambas sinalizaram que pretendem manter as candidaturas à Câmara dos Deputados.

De acordo com a pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 9 de julho, Bueno pontua apenas 5% na corrida eleitoral, ficando em quarto lugar. Diante do desempenho, Lula tem buscado alternativas mais competitivas.

A convenção estadual do PT está marcada para 4 de agosto, quando devem ser oficializados os nomes da chapa majoritária, incluindo Senado e vice-governadoria. Segundo Accorsi, a sigla e aliados trabalham para concluir a definição dos nomes que irão compor a chapa encabeçada por Bueno até a próxima semana.

Solução em Minas

O palanque que mais tem preocupado o Palácio do Planalto parece agora ter começado a ter solução definitiva. Minas Gerais é um estado crucial para a campanha de Lula. Segundo maior colégio eleitoral, o território carrega a máxima de que quem vence ali tende a conquistar a Presidência.

Nessa quarta-feira, o coordenador nacional do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do partido, o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), informou que o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) será candidato ao governo de Minas Gerais.

O nome do parlamentar surgiu após uma série de negativas, principalmente do senador Rodrigo Pacheco (PSB) e da ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado Marília Campos (PT), em meio a decisão de apoiar uma candidatura própria do PT.

Como mostrou o Metrópoles, porém, o anúncio de Tatto causou desconforto dentro do diretório mineiro. Fontes reclamaram que a presidente do PT Minas, a deputada estadual Leninha, não foi envolvida na decisão final.

Oficialmente, o PT Minas não confirma a candidatura e aguarda reunião com Lula para bater o martelo.

Patrus foi ministro do Desenvolvimento de Combate à Fome, durante o governo do Lula, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Daniela Santos.