O Acre registrou o abate de 338.109 cabeças de gado no acumulado de 2026, representando um crescimento de 5,7% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram abatidos 319.960 animais. Os dados constam no Boletim Técnico da FAEAC, elaborado com base em informações do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF).
Somente no mês de junho, os frigoríficos acreanos processaram 54.783 bovinos, número 1,8% superior ao registrado em maio, quando foram abatidas 53.814 cabeças.
Fêmeas representam a maior parte dos abates
O levantamento aponta que as fêmeas responderam por 57,5% do total de animais abatidos em junho, enquanto os machos representaram 42,5%.
Segundo especialistas do setor, a maior participação de fêmeas nos abates está relacionada às estratégias de manejo dos rebanhos, à reposição de matrizes e às condições do mercado pecuário.
Animais mais velhos predominam na produção
Em relação à idade dos bovinos, o boletim mostra que os animais com mais de 36 meses foram maioria, representando 54,8% dos abates realizados no período.
Na sequência aparecem os bovinos com idade entre 25 e 36 meses, responsáveis por 38,4% do total processado pelos frigoríficos do estado.
SIF concentra maior parte da produção
O levantamento também detalha a fiscalização sanitária da carne produzida no Acre.
Os estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) concentraram 73,8% dos abates realizados em junho.
Já o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) respondeu por 21,2%, enquanto o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) participou com 4,9% do volume total.
Os números reforçam a importância da cadeia da pecuária para a economia acreana, um dos principais segmentos do agronegócio no estado.
Por Allyson Barros





