As Forças Armadas dos Estados Unidos iniciaram uma nova onda de ataques contra alvos no Irã nesta segunda-feira (20). A informação foi divulgada pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que informou que a ofensiva ocorreu por determinação do presidente norte-americano.
Segundo o comunicado, a operação tem como objetivo reduzir a capacidade militar iraniana utilizada para atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo.
“Hoje, às 16h (horário da costa leste dos EUA), as forças americanas iniciaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, por determinação do Comandante-em-Chefe”, informou o CENTCOM em publicação nas redes sociais.
Explosões foram registradas em cidades iranianas
Pouco antes do anúncio oficial dos Estados Unidos, a imprensa estatal iraniana noticiou explosões na cidade portuária de Bandar Abbas, localizada no sul do país.
A agência iraniana Mehr também informou que os sistemas de defesa aérea foram acionados nas proximidades da Usina Nuclear de Bushehr, uma das principais instalações nucleares iranianas.
Até o momento, as autoridades iranianas não divulgaram um balanço oficial sobre possíveis danos ou vítimas provocados pela ofensiva.
Proposta de cessar-fogo segue em discussão
Enquanto os confrontos continuam, mediadores internacionais trabalham para tentar reduzir a escalada do conflito.
De acordo com informações divulgadas por fontes ligadas às negociações, está sendo discutida a possibilidade de um cessar-fogo temporário de 10 dias entre Estados Unidos e Irã.
A proposta teria como objetivo criar condições para a retomada das negociações diplomáticas e também incluiria a flexibilização das restrições impostas ao Estreito de Ormuz.
Apesar disso, a Casa Branca evitou confirmar se aceitará a interrupção temporária das hostilidades.
Segundo uma autoridade do governo norte-americano, o presidente Donald Trump continua focado em responsabilizar o Irã por supostas violações de acordos firmados entre os dois países e pelos ataques atribuídos a Teerã na região.
A situação segue sendo acompanhada pela comunidade internacional, diante do risco de novos confrontos e dos possíveis impactos sobre a segurança regional e a economia mundial.
Por Allyson Barros





